França - As autoridades francesas souberam do desfecho da operação que permitiu libertar a franco-colombiana Ingrid Betancourt 15 minutos antes que a imprensa colombiana começasse a divulgar a informação, disse nesta quinta-feira o secretário-geral do Palácio do Eliseu, Claude Guéant.
"Os franceses não participaram desta operação concretamente", disse Guéant à televisão France 3, acrescentando que Paris "não esperava (a libertação) neste momento", embora tivesse sido informado pelas autoridades colombianas há meses dos planos existentes.
Betancourt e mais 14 reféns foram libertados nesta quarta-feira em uma operação do Exército colombiano, que tinha conseguido se infiltrar nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Guéant - braço direito do presidente francês, Nicolas Sarkozy - disse que a França não era contra uma operação deste tipo.
"O presidente Sarkozy tinha dito claramente ao presidente (colombiano Álvaro) Uribe que não queria uma operação de força que colocasse em risco a vida dos reféns", disse Guéant.
O secretário-geral do Palácio do Eliseu ressaltou que as Forças Armadas colombianas tinham recebido instruções formais de intervir sem arriscar a vida dos reféns e "não disparou nenhum tiro".
Segundo Guéant, a intervenção militar era "uma das opções", mas havia outras, como os contatos que a França realizava com as Farc e que estavam em progresso.
A libertação de Betancourt foi uma das metas fixadas por Sarkozy quando assumiu a Presidência, em maio do ano passado.
As informações são da EFE