Gaza - O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou resolução que pede cessar-fogo “imediato e duradouro” na Faixa de Gaza, que leve à total retirada das tropas israelenses e à livre distribuição de ajuda humanitária aos palestinos. A resolução 1.860 foi adotada por 14 votos a favor. Aliados de Israel, os EUA se abstiveram.
Ontem, dois dias depois da morte de 40 pessoas numa escola da ONU na Faixa de Gaza, a ofensiva israelense voltou a causar revolta na comunidade internacional, com o ataque a comboio humanitário que deixou um motorista morto. Após o incidente, a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) decidiu suspender as operações em Gaza, alegando preocupação com a segurança dos agentes.
O incidente ocorreu às 9h locais nas proximidades da estrada de Jabalya, quando vários caminhões, contratados por uma empresa, foram atacados por tanques. “Não podemos continuar operando desta maneira. O que pedimos ao Exército israelense é que deixasse nossos agentes humanitários trabalhar”, explicou o porta-voz da UNRWA, Francesc Claret.
Segundo a ONU, os veículos do comboio estavam identificados com a bandeira das Nações Unidas. Para piorar, o ataque teria acontecido durante a trégua diária prometida por Israel para a entrega de ajuda humanitária. A Cruz Vermelha Internacional também se queixou de que as forças israelenses têm dificultado o acesso a feridos em algumas áreas.
As equipes só teriam recebido autorização quarta-feira para entrar numa casa atingida quatro dias antes. No local, havia crianças feridas perto de mães mortas. O governo israelense afirmou que não liberou o acesso porque ainda havia conflitos no local.
O dia também foi marcado por foguetes que atingiram o território israelense, partindo do Líbano. Os disparos despertaram o temor de que militantes do grupo libanês Hezbollah estejam tentando forçar outra frente de batalha com Israel, que atualmente combate os palestinos do Hamas.