ISLAMABADD E WASHINGTON - O domingo foi de pronunciamentos que desmentem a informação da morte de Osama Bin Laden, líder da rede terrorista Al Qaeda, dada como certa no sábado pelo jornal francês ‘L’Est Republicain’. Os serviços de inteligência e o Ministério do Interior do Paquistão não dão credibilidade à notícia de que ele teria morrido no país, no mês passado, de tifo.
O ministro do Interior paquistanês, Aftab Khan Sherpao, disse que ‘o relatório sobre a morte de Bin Laden é totalmente infundado’. Ele acrescentou, contudo, que tratará da questão com as autoridades sauditas, já que o jornal francês atribui a notícia a serviços secretos do país.
Um membro do serviço secreto paquistanês disse que é possível sustentar com convicção que Bin Laden e seu braço direito Ayman Al-Zawahiri estão vivos e escondidos em algum lugar entre o Afeganistão e o Paquistão. Ainda segundo ele, se o líder da Al Qaeda tivesse morrido, e se isso tivesse ocorrido em agosto, a notícia teria sido anunciada pelo próprio presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf.
O Departamento de Estado americano também informou ontem não ter confirmação da notícia publicada pelo ‘L’Est Républicain’. Também no domingo, o presidente francês, Jacques Chirac, disse que a informação ‘não está confirmada’. A embaixada da Arábia Saudita em Washington foi mais uma a divulgar comunicado dizendo não ter evidências de que Bin Laden esteja morto. "As informações sobre o assunto são puramente especulativas”, diz a nota.
BIN LADEN DOENTE?
De acordo com a revista ‘Time’, que cita fonte saudita não-identificada, Bin Laden estaria mal, de grave doença transmitida por água contaminada, e poderia realmente estar morto.