Rio - Comecei esta semana tentado a falar sobre mais um polêmica com o aeroporto internacional do Rio. Viajando por motivos profissionais, vi nesses últimos anos todos os aeroportos do Brasil reformados, ampliados e aumentados. Nunca entendi porque de sua administradora, que cobra as mais altas taxas de embarque no mundo, deixar o terminal 1 do nosso aeroporto do Rio num nível absurdo e lastimável de abandono.
O absurdo chega à falta de papel higiênico ou água nos sanitários, quebrados e sem luz, escadas rolantes e elevadores quebrados, uma eterna demora na chegada das malas, teto caindo. Enfim, descuido com a imagem do Rio e com turistas, que sofrem em filas intermináveis, tornando a chegada à cidade um martírio. Fico mais perplexo ainda, como leigo, por não entender a mega-reforma no Santos Dumont, uma vez que era destinado apenas a vôos da ponte aérea Rio-São Paulo.
Mas diante da barbárie que aconteceu na Lapa, onde um cidadão foi agredido na frente de um bar por 10 caras, perseguido a socos e chutes apenas por cumprimentar um amigo com um selinho, prática muito comum no meio artístico, independentemente de orientação sexual, fica impossível não levar o caro leitor à reflexão se nós, como cidadãos de bem, continuaremos a nos calar diante dessa absurda violação dos direitos humanos!
Existe uma lei aguardando ser votada no Senado, para punir este crime sem razão de ser que não a homofobia, ou seja o racismo de origem sexual, aplicando as mesmas sanções da lei do racismo vigente há anos no País. Não existe lógica jurídica para que esse tipo evidente de racismo seja ignorado.
Não é possível a cumplicidade e o silêncio do Legislativo diante dessa questão que afeta e ameaça fisicamente vários cidadãos que são por eles representados no Brasil.