Deputado estadual pelo PSOL
Rio - A imagem dos bombeiros figura no imaginário de crianças e adultos de maneira absolutamente positiva. Vistos como heróis, são considerados a instituição que melhor trabalha na proteção da população. Com o devido mérito.
Esses profissionais, muito bem treinados, arriscam suas vidas todos os dias em missões das mais variadas a catástrofes naturais, incêndios, resgates, acidentes de trânsito e tantas outras ações da defesa civil. O principal motivo pelo qual ganham o respeito da população é justamente o fato de não fazerem uso da força, mas priorizarem inteligência, agilidade e precisão em seus atos. Salvam vidas, não as tiram.
Analisando as funções dos bombeiros e seus admiráveis resultados, a questão que se apresenta é: em que medida é necessário o emprego de arma de fogo em seu trabalho diário? A resposta é clara: nenhuma.
Não há propósito para um revólver durante um incêndio, um afogamento ou o resgate de uma criança. Ao contrário, a arma coloca em risco a vida do profissional e a dos que devem ser salvos por ele. A permissão para uso de arma em serviço e, principalmente, fora dele é despropositada.
Numa missão, ela não tem utilidade e pode se transformar em risco. Fora do serviço, pode se tornar instrumento para os “bicos” na segurança privada, para os quais o bombeiro não recebe treinamento. Além disso, em muitos casos, contribui para situações criminosas, a exemplo da estruturação de milícias.
É de interesse público que sejam uma organização de defesa civil, desarmada e, além de bem treinada, muito bem remunerada, para que possam se dedicar exclusivamente ao vital serviço a ser prestado à sociedade.
