Rio - O retrato do descontrole de armas no Brasil é notório e, para alguns especialistas, já pode ser comparado a grandes problemas epidemiológicos, pois, como qualquer outra epidemia, as armas se apresentam como vírus letais, que se propagam principalmente em locais de forte pressão social e ausência do Poder Público.
Vários estudos têm gerado dados sobre esse cenário que choca a opinião pública e ainda nos traz controvérsias se considerarmos a limitação das forças institucionais, o lucro e o custo com a própria violência.
Há décadas, o Brasil vem enfrentando um sério crescimento da criminalidade, que pode ser tratado como causa de saúde publica. No Rio, por exemplo, entre janeiro de 2007 e outubro de 2008, cerca de 2.500 pessoas morreram, vítimas de armas de fogo somente nos bairros cortados pela sua principal via de acesso, a Avenida Brasil.
Fato é que o subsídio dado pelo governo na campanha pelo desarmamento foi incompleto, pois se pagava pela a arma entregue, mas não se proibia a compra da nova. Será que esse dinheiro público foi para banir a arma da nossa sociedade ou foi apenas um marketing para estimular a troca do velho 38 por uma eficiente pistola de fácil manuseio, precisão e com a quantidade de tiros 10 vezes superior?
Enfim, a nossa população compõe 2,8% da mundial e 8,8% das mortes no mundo, já há 10 anos, foram de brasileiros. Além disso, 80% de homicídios registrados foram no Brasil, comprovando que aqui, em nosso País, está difícil viver e fácil morrer. Assim, fica o apelo da sociedade para as autoridades, definitivamente, desarmar os criminosos, banindo de vez as armas ilegais.