Jornalista, professor e especialista em mídia e educação
Rio - Foi comemorado, na quinta-feira passada, o Dia do Bibliotecário, aquele profissional que, geralmente, quase toda criança ou jovem conhece. Aquele profissional da biblioteca da escola que está pronto para auxiliar qualquer pessoa na busca de informações, na produção de reflexões, na realização de pesquisas.
Bem, talvez, essa imagem seja da minha geração, pois, pelo que tenho visto, crianças e jovens de hoje pouco procuram as bibliotecas. A importância do bibliotecário passa, muitas vezes, despercebida.
Para a atual geração, pesquisa escolar é sinônimo de Internet, de ferramenta de busca, de Google. O que é perfeitamente cabível, afinal estamos no Século XXI. Mas quem é que ensina esse público infanto-juvenil a pesquisar? O professor? Os pais? Os amigos? E outra questão: quem é que orienta esse mesmo público a avaliar a credibilidade do que encontra na web?
Recentemente, o jornal The New York Times publicou um artigo sobre o papel dos bibliotecários nos Estados Unidos. O texto informa que os profissionais, embora em número reduzido, são cada vez mais multimídias e indispensáveis. E mais do que isso: são os que estão, a todo momento, mostrando a importância da leitura para as crianças e jovens.
Que bom seria que tivéssemos, aqui no Brasil, mais espaços para esses profissionais, que vêm se formando e recebendo uma qualificação antenada com as novas práticas cotidianas. Não creio que o bibliotecário seja o único profissional que possa mediar ou facilitar o acesso à informação de qualidade, mas, com certeza, é um deles e um dos mais indicados para essa tarefa.