Rio - O presidente Lula, com 84% de aprovação, surfa na crista da onda da popularidade diante da crise internacional que chegou ao País. Mas sua equipe econômica errou em não alertá-lo a ter cautela nos discursos para a população sobre a quebra do sistema financeiro, de que ela não teria efeitos cruzados devastador na economia brasileira.
Medidas econômicas poderiam ter sido antecipadas ao longo dos últimos dois anos, como a redução da taxa juros e corte dos gastos públicos. Pelo contrário, os economistas do governo aumentaram a carga tributária, gastam mal e punem o contribuinte. A partir da falência dos bancos americanos, e da queda de preço do barril do petróleo de 140 para 40 dólares, o cenário econômico previsível não era de “marola”.
A queda da demanda por produtos brasileiros, com o fim do ciclo de prosperidade da economia mundial, obriga as empresas a cortar linhas de produção e a demitir trabalhadores. A Embraer demitiu 4.200 em São José dos Campos.
No Estado do Rio de Janeiro, no Sul Fluminense, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) demite centenas de trabalhadores. As empresas não têm alternativa de ajuste de despesas operacionais, porque não se podem repassar custos fixos médios da taxa de ociosidade para o preço do produto. A economia é competitiva e globalizada.
Em Minas, no eixo do aço, a Vale do Rio Doce, ao fechar filias, demite em massa e coloca as finanças dos municípios e do estado em colapso. Na cidade de Carlos Drummond de Andrade, Itabira, até o Rei Momo foi demitido na véspera do Carnaval. O poeta compôs “E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu...” A solução é o governo empregar o Rei Momo no pacote da construção civil.