PAN 2007

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Modalidades

Os Jogos Para-panamericanos do Rio de Janeiro terão 10 modalidades. Confira como é cada uma delas:

NATAÇÃO

Atletas com deficiência físico-motora e visual competem nos quatro estilos - livre, peito, costas e borboleta – além das provas de estilos individual e revezamento. Aos atletas não é permitido o uso de próteses, órteses ou qualquer outro aparato. Os nadadores com defiência visual total recebem um aviso, por meio de um bastão com uma ponta de espuma, quando estão se aproximando das bordas (nas viradas e nas chegadas). Os atletas competem com adversários de mesma habilidade funcional para nadar. Para tanto são classificados nas seguintes classes:

1. "S" representa Natação
S1 a S10 - Atletas com deficiência física
S11 a S13 - Atletas com deficiência visual/cegueira
S14 - Atletas com deficiência intelectual

Cada atleta recebe uma classe para os estilos livre, costas e borboleta; outra para o estilo peito; e uma terceira para o estilo individual. O prefixo "S" indica que a classe é para os três primeiros estilos, "SB" indica estilo peito (“B” de breast – peito, em inglês) e "SM" indica estilo individual ("M" de medley).

 

JUDÔ

A primeira aparição do judô em Jogos Paraolímpicos ocorreu em 1988, durante os Jogos de Seul. Em Atenas 2004, as mulheres fizeram a sua estréia. O judô é praticado por atletas cegos e com deficiência visual que, divididos em categorias por peso, lutam segundo as mesmas regras da Federação Internacional de Judô. Poucos aspectos diferem do judô convencional. São eles: os atletas iniciam a luta com a pegada feita, a luta é interrompida quando os oponentes perdem o contato e não há punições para quem sai da área de combate. Judocas das três categorias oftalmológicas, B1 (cego), B2 (percepção de vulto) e B3 (definição de imagem) lutam entre si. O atleta B1 é identificado com um círculo vermelho em cada ombro do quimono.

 

HALTEROFILISMO

O levantamento de peso estreou em Jogos Paraolímpicos em 1964. Inicialmente exclusivo para homens, o esporte passou a ser praticado também por mulheres a partir das Paraolimpíadas de Sidney 2000. Os atletas são divididos por categoria de peso (dez no total) e participam competidores com paralisia cerebral, lesão medular, amputação de membros inferiores e "les autres" - aqueles com alguma deficiência de mobilidade que não se enquadra nas categorias anteriores - que tenham o grau deficiência mínimo exigido. O objetivo é levantar o maior peso possível. Na posição deitada, o atleta deve trazer a barra à altura do peito, mantê-la estável e então levantá-la até que os braços se estendam por completo. Cada competidor tem direito a três tentativas.

 

FUTEBOL DE 7

São sete jogadores em campo de cada time, todos com paralisia cerebral, uma deficiência motora e não mental, como o nome pode sugerir. Jogam futebol de 7 os atletas das classes C5 a C8, sendo obrigatória a presença de um atleta C5 ou C6 em todos os momentos da partida a fim de manter o equilíbrio entre as equipes. A dimensão do campo é de 75m x 55m. O jogo tem duração de 60 minutos (dois tempos de 30) e segue as regras da FIFA com pequenas modificações. A cobrança de lateral, por exemplo, pode ser feita com apenas uma das mãos.

 

FUTEBOL DE 5

Cinco atletas de um lado e cinco do outro. O gol como objetivo de ambos. Bola com guizo e bandas laterais a postos, o jogo começa. As bandas laterais ficam sobre as linhas do lado do campo, têm 1,20m e impedem que a bola saia do campo. A bola tem guizo para que os jogadores possam localizá-las, já que eles não enxergam. Apenas o goleiro, por motivos de segurança, tem visão normal. Este atua numa área restrita de 5m x 2m e tem atrás de si um chamador que tem a função de sinalizar aos jogadores de sua equipe a posição do gol. As dimensões do campo são de 40m x 20m e o jogo tem duração 50 minutos (dois tempos de 25). O futebol de 5 estreou em Jogos Paraolímpicos em 2004 .

Local: Centro de Hóquei sobre Grama, no Complexo Esportivo de Deodoro

 

BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS

O basquetebol em cadeira de rodas surgiu após a II Guerra Mundial, como parte do processo de reabilitação dos veteranos de guerra. É hoje um dos esportes mais populares em Jogos Paraolímpicos. A quadra de basquetebol não sofre qualquer tipo de adaptação para receber os atletas em cadeira de rodas. A tabela permanece na altura normal e a quadra tem as mesmas dimensões.

Cada equipe tem cinco jogadores, que recebem, de acordo com seu comprometimento funcional, pontos de 1 a 4,5 (sendo os de mais alta pontuação os menos comprometidos). O total de pontos de uma equipe em quadra não pode ultrapassar 14.

Local: Arena Multiuso do Rio

 

ATLETISMO

Alguns competem em cadeiras de rodas, outros com próteses, enquanto atletas com deficiência visual total ou parcial participam das provas com um guia vidente.

No atletismo, esportistas de todas as categorias de deficiência representadas no IPC (Comitê Paraolímpico Internacional) competirão nas seguintes divisões:

As classes 11, 12 e 13, que abrangem os diferentes níveis de deficiência visual.
A classe 20, que abrange os atletas com deficiência intelectual.
As classes 32-38, que abrangem os atletas com diferentes níveis de paralisia cerebral – tanto cadeirantes (32-34), quanto não-cadeirantes (35-38).
As classes 40-46, que abrangem atletas não-cadeirantes com diferentes níveis de amputação ou outras deficiências, incluindo "les autres" (por exemplo, nanismo).
As classes 51-58, que abrangem atletas cadeirantes com diferentes níveis de lesão medular e amputações.

“F” representa classes de Field, e “T” representa classes de Pista

TÊNIS

Na mesma quadra, com a mesma bola e as mesmas regras. Mas há permissão para que a bola quique duas vezes. O tênis em cadeira de rodas é praticado por pessoas que têm perda de função substancial ou total em uma ou ambas as pernas; ou ainda na categoria QUAD, quando têm no mínimo três membros afetados. Os atletas disputam jogos de simples e duplas.

 

TÊNIS DE MESA

O tênis de mesa esteve presente em Jogos Paraolímpicos desde a sua primeira edição em 1960 e é praticado hoje em mais de 100 países. Atletas dos mais diferentes grupos de deficiência (exceto os com deficiência visual parcial ou total) competem divididos em 11 classes funcionais, das quais cinco são para quem se locomove, cinco para cadeirantes e uma para atletas com deficiência mental. As competições são individuais, em duplas ou por equipe. Uma partida é disputada em melhor de cinco sets de 11 pontos. Com algumas modificações, as regras da Federação Internacional de Tênis de Mesa se aplicam também às pessoas com deficiência.

As competições vão ser realizadas de 13 a 18 de agosto de 9h às 12h e de 15h às 19h45, com intervalo para almoço e descanso.

 

VOLEIBOL SENTADO

O voleibol sentado é disputado em uma quadra de 10m x 6m com uma rede na altura de 1,15m para o masculino e 1,05m para o feminino. O sistema de disputa é basicamente o mesmo do voleibol convencional. Cada equipe tem seis atletas em quadra e o jogo é melhor de cinco sets. Os quatro primeiros vão a 25 pontos (a menos que haja empate em 24, quando a disputa é prorrogada até que um time abra vantagem de dois pontos) e o último vai a 15 (valendo a mesma regra em caso de empate em 14 pontos). Para conseguir um ponto, uma equipe tem que fazer com que a bola caia no campo adversário, dispondo de um máximo de três toques, além do contato do bloqueio. Um jogador não pode dar dois toques consecutivos na bola, exceção feita apenas para a ação do bloqueio. Diferentemente de seu correspondente olímpico, o saque pode ser bloqueado. Os atletas devem manter a pelve em contato com o solo durante todo o jogo e devem apresentar um grau mínimo de deficiência exigido pelo esporte.

 

 
D S T Q Q S S
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05 06 07 08 09 10 11
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