
Rio - Cena de Shakespeare nas ruas do Rio. Mergulhada em tormento existencial, como um Hamlet de saias, Jandira Feghali desenrolou, como um pergaminho, um pôster de campanha com a foto ampliada de seu rosto e perguntou à eleitora: “Sou eu, ou não sou eu?”. Eis a questão.
A candidata do PCdoB aproveitou para treinar a pontaria com a imagem de Eduardo Paes. Dedicou 45 segundos de seu programa a exibir cenas antigas de Paes falando mal de Lula e, depois, elogiando o presidente, em gravação recente. Em seguida, desafiou o adversário do PMDB para um duelo: “É só marcar hora e local”.
Falamos aqui outro dia sobre a incrível semelhança da introdução em violão do jingle de Paes com a música ‘Love Generation’, de Bob Sinclair, e de repente o baile mudou. Liberta, DJ: agora são batidas eletrônicas que introduzem o puxador Preto Jóia, em versão Drum’n’bass.
Os problemas da cidade são mesmo complexos. Vejam o desabafo de uma senhora no programa de Solange Amaral, sobre as mudanças em Copacabana: “Os camelôs faziam má-criação para nós...”
Depois do ‘We Are The World’ carioca armado por Gabeira, Chico Alencar contra-atacou e mostrou que também é das artes, com o apoio de Jorge Vercillo. Vai que nem maré.
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