Os prefeitos que o Rio já teve

 

2001 – 2004 e 2005 - 2008 - Cesar Epitácio Maia (2º e 3º mandatos)

 

1997 – 2000 - Luiz Paulo Fernandez Conde

Foto: Banco de Imagens

Luis Paulo Fernández Conde (Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1934) é arquiteto e político brasileiro. Ocupou, por duas vezes, a presidência do Instituto de Arquitetos do Brasil. Foi também presidente da União das Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI), presidente da Assembléia Geral da União de Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA), vice-presidente da Sociedade Mundial das Grandes Metrópoles, membro do Conselho Executivo da União Internacional das Autoridades Locais (IULA), presidente do Conselho Executivo do Plano Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro, representante da prefeitura carioca no Conselho para a conquista das Olimpíadas de 2004, membro do Conselho Executivo da Liga das Cidades Históricas, presidente do Centro Ibero-Americano de Desenvolvimento Estratégico Urbano (CIDEU) e diretor da Faculdade de Arquitetura da UFRJ. Como estudante da Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual UFRJ), trabalhou no desenvolvimento do projeto do Museu de Arte Moderna do Rio (MAM).

Foram projetos seus as 50 escolas e centros de treinamento poliesportivos para o Governo Carlos Lacerda, o campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e as escolas da Fundação Bradesco.

Em 1963 foi vencedor de prêmios do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-Rio) com os projetos para as escolas da Fundação Otávio Mangabeira, o bar do aeroporto do Galeão e o Condomínio Residencial Cachoeira da Barra. Em 1987, na II Bienal Internacional de Buenos Aires, ganhou o Prêmio Interieur Forma, com o projeto para o Ginásio Esportivo em Osasco (1989). Em 1997 recebeu da Argentina o Prêmio Vitruvio 96 para a arquitetura latino americana. Também na Argentina ganhou o Prêmio Grand Prix Ambiente concedido pela Fundação CEPA (Centro de Estudos e Proteção ao Ambiente).

Ocupou os cargos de secretário municipal de Urbanismo na primeira gestão de Cesar Maia (1993-1996), secretário estadual de Articulação Governamental no Governo Anthony Garotinho (1999-2002) e secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano do Governo Rosinha Matheus (2003-2006). Atualmente é secretário de Cultura do Governo Sérgio Cabral Filho.

No segundo turno das eleições municipais de 1996 se elegeu prefeito do Rio de Janeiro pelo PFL após vencer o candidato do PSDB, o atual governador Sérgio Cabral Filho. Conde governou a capital fluminense entre 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000. Em 1999 rompeu com César Maia, seu mentor político, após este perder a eleição estadual de 1998 para Anthony Garotinho, então no PDT. Por conta deste rompimento Cesar saiu do PFL e ingressou no PTB. Conde continuou na legenda liberal pela qual tentou a reeleição nas eleições de 2000.

Liderou a disputa durante quase todo o processo eleitoral, tendo inclusive vencido o primeiro turno. Porém nos últimos dias de campanha para o segundo turno César Maia o ultrapassou nas pesquisas de intenção de voto. Era o prenúncio de uma derrota que veio a se concretizar. Após deixar a prefeitura, Conde desligou-se do PFL abrindo caminho para o retorno de César Maia ao Partido da Frente Liberal.

Conde logo aderiu ao grupo político de Anthony Garotinho filiando-se ao PSB. No Partido Socialista Brasileiro elegeu-se vice-governador na chapa encabeçada por Rosinha Matheus nas eleições de 2002. Em 2003 Conde acompanhou a decisão de Garotinho de trocar o PSB pelo PMDB, partido pelo qual se candidatou mais uma vez a prefeito, amargando outra derrota chegando em terceiro lugar atras de César Maia e Marcelo Crivella. Após passar a vice-governadoria para Luís Fernando de Sousa Conde assumiu, a convite do governador Sérgio Cabral, a secretaria estadual de Cultura.

A marca de sua administração municipal foi basicamente a continuidade das ações administrativas de seu ex-aliado político, tal como o Favela-Bairro e o Rio-Cidade. Também foi o responsável pela conclusão das obras da Linha Amarela.


1993 – 1996 - Cesar Epitácio Maia

Foto: Banco de Imagens

Em 1991, após divergências com Brizola, ingressou no PMDB. Concorreu ao cargo de prefeito do Rio no ano de 1992 e venceu as eleições municipais, derrotando a então deputada Benedita da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Sua primeira administração (1993-1996) foi marcada pela realização do Rio-Cidade, Favela-Bairro, Linha Amarela. Promoveu a descentralização administrativa, com a criação das subprefeituras, a criação da Multirio (Empresa Municipal de Multimeios ligada a Secretaria de Educação) e da Rede Municipal de Teatros.

Em 1996 Cesar Maia, então no PFL, lança o secretário de urbanismo Luiz Paulo Conde como seu sucessor. Este vence o pleito municipal com apoio ostensivo de Maia. Em 1998 Cesar é derrotado por Anthony Garotinho na corrida para o governo estadual. Em 1999, Conde rompe com Cesar Maia após se recusar a cumprir o acordo firmado em 1996 de apoiar Cesar Maia no pleito seguinte, para tentar concorrer à reeleição. No ano seguinte, Maia disputa e conquista pela segunda vez a prefeitura carioca, desta vez pelo PTB, derrotando o seu ex-aliado Conde, pelo PFL.

Novamente no PFL, é reeleito em 2004 no primeiro turno para cumprir seu terceiro mandato. Em 2005, anuncia a possibilidade de se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2006. Logo após o anúncio, o sistema municipal de saúde sofre intervenção por parte do governo federal. Cesar foi severamente criticado pela oposição por ter nomeado como secretário de saúde o banqueiro Ronaldo Cezar Coelho (PSDB), irmão do ex-juiz de futebol Arnaldo Cezar Coelho. Maia desiste de concorrer ao Palácio do Planalto.

Neste terceiro mandato (2005–2008) Cesar constrói equipamentos esportivos, como Parque Aquático Maria Lenk e o Estádio Olímpico João Havelange, visando os Jogos Panamericanos de 2007. Cesar Maia é o prefeito que por mais tempo governou a cidade do Rio de Janeiro..

 

1989 – 1992 - Marcello Nunes de Alencar (2º mandato)

 

1986–1988 - Roberto Saturnino Braga

Ingressou na vida política em 1960, quando se filiou ao Partido Socialista Brasileiro, pelo qual elegeu-se deputado federal dois anos depois, a frente da coligação Renovação Federal, liderada pelo PSB. Inclinado às posições nacionalistas e de esquerda, não foi cassado após o movimento militar de 1964, mas dois anos depois sua recandidatura a deputado federal foi impugnada por pressão do governo Castello Branco, o que o obrigou a retornar ao BNDE.

Retornou à política apenas em 1974, quando foi convidado às pressas por Amaral Peixoto para ser candidato ao Senado pelo MDB (do qual fora fundador em 1966), substituindo o Affonso Celso Ribeiro de Castro, que tivera um derrame. Com uma campanha improvisada, Roberto Saturnino venceu o favoritismo do Marechal Paulo Torres (que buscava a reeleição pela Arena), e foi eleito senador do estado do Rio de Janeiro.
Em 1979, com o fim do bipartidarismo, Roberto Saturnino se tornou a principal liderança do PMDB no estado, após a saída do governador Chagas Freitas (para o PP) e do senador Amaral Peixoto (para o PDS). No entanto, a incorporação do PP ao PMDB (trazendo de volta o grupo de Chagas Freitas ao partido), obrigou Saturnino Braga a romper, filiando-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola, pelo qual reelegeu-se senador em 1982.

Em 1985, com o restabelecimento das eleições diretas para prefeitos das capitais, Saturnino Braga foi lançado pelo PDT para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro, sendo eleito com quase 40% dos votos. A cadeira no Senado passou para o suplente, Jamil Haddad.

Mas sua gestão à frente da prefeitura foi marcada por greves e rupturas. Em 1988, no último ano de seu mandato, decretou a falência do município do Rio de Janeiro. Hostilizado pelo vice-prefeito, Jó Rezende, Saturnino Braga rompeu com Brizola e saiu do PDT, filiando-se mais tarde ao PSB.

O anúncio da falência do município abalou fortemente a imagem pública de Saturnino Braga, que voltou à política somente em 1996, quando se elegeu vereador da cidade do Rio de Janeiro. Dois anos depois, porém, foi indicado como candidato ao Senado por uma aliança de esquerda (reunindo PDT, PT, PSB e PCdoB), que também elegeu o governador Anthony Garotinho (PDT) e a vice-governadora, Benedita da Silva (PT).
Em 1999, quando Garotinho rompeu com Brizola e trocou o PDT pelo PSB, Saturnino Braga novamente ficou isolado e filiou-se ao PT. Por sua vez, o PDT cobrou o cumprimento de um acordo político em que Saturnino cumpriria apenas a metade do mandato de senador eleito em 1998, cabendo o restante ao suplente do PDT, Carlos Lupi. Saturnino Braga assumiu o erro pelo acordo eleitoral, mas não aceitou entregar o cargo, permanecendo como senador pelo Rio de Janeiro.

No início de 2006, foi impedido de disputar a reeleição pelo PT, que preferiu apoiar Jandira Feghali, do PCdoB. Recusou a proposta de se candidatar à Câmara e, no fim de julho, anunciou o fim da carreira política.

 

1983–1985 - Marcello Nunes de Alencar

Foto: Banco de Imagens

Foi suplente do senador Mário Martins pelo extinto estado da Guanabara, prefeito da cidade do Rio de Janeiro por duas vezes pelo PDT e posteriormente governador do estado do Rio de Janeiro pelo PSDB. Presidiu o extinto BANERJ no início do primeiro governo de Leonel Brizola que o nomeou para ocupar a chefia municipal. Em janeiro de 1985 passou o cargo para Saturnino Braga. Em 1986 concorreu ao Senado Federal, perdendo para Nelson Carneiro e Afonso Arinos.

Retornou à prefeitura em 1989, ao ser eleito nas eleições municipais de 1988. Em sua segunda gestão recuperou as finanças da prefeitura, que teve a falência decretada por seu antecessor. Reformou praças, vias públicas, escolas e hospitais e implementou o Rio-Orla, projeto urbanístico que consistiu na remodelação dos calçadões das avenidas litorâneas com a implantação de ciclovias. Por não conseguir indicar o seu aliado Luis Paulo Corrêa da Rocha como candidato do PDT a sua sucessão, deixou o partido e rompeu com Brizola.

Em 1993 se filiou ao PSDB com o seu grupo político. Pela legenda tucana venceu o pleito estadual de 1994, derrotando Anthony Garotinho. Como governador fez a Via Light, expandiu as linhas 1 e 2 do metrô, levando-o para Copacabana e Pavuna e privatizou uma série de empresas estatais como a CERJ (Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro), BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro), CODERTE, CEG (Companhia Estadual de Gás) e o próprio Metrô. Deixou o governo estadual em janeiro de 1999. Em 2002 sofreu um AVC que lhe deixou pequenas seqüelas. Isso porém não o impede de manter o controle do PSDB fluminense.


1983 – 1983 - Jamil Haddad

Médico formado pela Universidade do Brasil (atual UFRJ) em 1949, com especialização em ortopedia, ingressou na vida política em 1966, quando foi eleito deputado estadual pela aliança entre o PTB e o PSB. Reeleito em 1966, filiou-se ao MDB, mas teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos.Em 1983, filiado ao PDT (desde 1979), foi indicado pelo governador Leonel Brizola para a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo de março a dezembro daquele ano, quando renunciou, por discordar do projeto político executado pelo seu partido, que buscava maiores aproximações com o PMDB e o PTB.

Em 1985, com a eleição de Saturnino Braga como prefeito, assumiu uma cadeira no Senado na condição de suplente. Já era então filiado ao PSB, partido que presidiu entre 1986 e 1993. Em 1990, com o fim de seu mandado como senador, foi eleito deputado federal. Em 1992, foi convidado pelo presidente Itamar Franco para assumir o ministério da Saúde, onde ampliou a abrangência do Sistema Único de Saúde e foi autor do decreto dos medicamentos genéricos. Em 1994, com o rompimento do PSB com o governo Itamar Franco, deixou o ministério. Em 2003, já no governo Lula, assumiu a direção geral do INCA, cargo que ocupou durante cinco meses, sendo exonerado por pressões políticas.


1980–1983 - Júlio de Morais Coutinho

Engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Em 1979 tornou-se secretário de Indústria e Comércio do estado do Rio de Janeiro no governo Chagas Freitas. Em 1980, assumiu por nomeação do então governador Israel Klabin, a prefeitura da capital fluminense. Na chefia municipal enfrentou problemas com os chaguistas, políticos liderados por Chagas. Deixou o cargo em março de 1983. A partir de então passou a se dedicar às atividades acadêmicas.

 

1979–1980 - Israel Klabin

Pós-graduado pelo Instituto de Ciências Políticas, na França, formou-se também na antiga Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi indicado em 1979 para assumir a prefeitura da cidade do Rio pelo então governador Chagas Freitas. Deixou a chefia municipal em 1980 por conta dos atritos com o governo federal devido a sua proposta de reexaminar a lei da fusão entre o extinto estado da Guanabara e o antigo Estado do Rio. Foi substituído por Júlio Coutinho.

 

1975–1979 - Marcos Tito Tamoio da Silva

Engenheiro, formado pela Escola Nacional de Engenharia, foi nomeado em 1965 secretário de obras públicas do extinto estado da Guanabara pelo então governador Carlos Lacerda. Exerceu esta função até 1967.Em 1969 filiou-se ao MDB. Foi o primeiro prefeito da cidade do Rio de Janeiro após a fusão entre a Guanabara e o antigo estado do Rio de Janeiro, tendo sido nomeado em 1975 pelo então governador Floriano Peixoto Faria Lima. Em 1976 ingressou com Faria Lima na Arena. Em 1979 dedicou-se na organização do PDS.

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