
Botafogo
Rio - A matemática de Juninho e Leandro Guerreiro é bem simples. Para os jogadores, com mais duas vitórias, o Botafogo escapa do rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Com 38 pontos e em 16º lugar, o Alvinegro tem pela frente em seus últimos cinco jogos Coritiba (em casa), Barueri (fora), São Paulo (casa), Atlético-PR (fora) e Palmeiras (casa).
“Com mais duas vitórias, escapamos de vez. O mais importante é continuar lutando como fizemos nos últimos jogos para conseguir escapar dessa zona perigosa que a gente vive hoje”, advertiu Guerreiro.
O zagueiro-artilheiro do Botafogo tem o mesmo pensamento em relação aos números do Brasileiro, mas, no momento, quer se preocupar com o jogo de amanhã, contra o Cerro, no Engenhão. Na partida em Assunção, o Botafogo perdeu por 2 a 1 e a equipe paraguaia joga por um empate para chegar às semifinais da Sul-Americana. A vitória de 1 a 0 ou por dois gols de diferença classifica o Alvinegro.
“Mais duas vitórias nos tiram dessa situação. Mas o foco agora muda, é desligar um pouquinho do Brasileiro para pensar na Sul-Americana”, diz Juninho, que ainda não esqueceu a faixa de ‘amarelão’ exibida na arquibancada do Engenhão no jogo contra o Náutico.
“Eu e o Lucio (Flavio) ficamos chateados. As pessoas têm que respeitar um pouquinho a história que temos no clube e que somos envolvidos com o projeto. Aquela meia-dúzia quer aparecer, porque, com certeza, a grande maioria está do nosso lado”, desabafou.
Os motivos de ofensa também serviram para Juninho explicar o lado psicológico da questão: “É importante o torcedor saber que a vaia não vai ajudar à equipe em momento algum. Se o jogador não se abate, dá moral ao adversário”.
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