
Botafogo
POR SABRINA GRIMBERG, RIO DE JANEIRO
Rio - Ao desembarcar no Rio após um domingo heroico em Porto Alegre, Jefferson revelou que foi alvo de brincadeiras durante a vitória de 1 a 0 contra o Internacional. “Eles disseram para eu deixar pelo menos uma bola entrar”, riu o goleiro, que ingeriu pó de guaraná para se manter ‘aceso’ no jogo.
“Tudo é válido para fazer uma boa partida. Costumo tomar para ficar mais ligado. É uma vitamina com a qual já estou acostumado”, contou.
Desde que Jefferson retornou ao clube, o torcedor botafoguense passou a ter noites de sono mais tranquilas quando o assunto é sobre a camisa 1. Em 10 jogos no Brasileiro, foram quatro vitórias, três empates e três derrotas, com nove gols sofridos. O que dá média de 0,9 por jogo, a melhor de todos os goleiros que passaram pelo Botafogo neste campeonato.
“A atuação dele foi à altura da qualidade que ele possui. Além de ser bastante confiante, é equilibrado e sabe que precisa fazer melhor a cada jogo”, elogiou Wágner, preparador de goleiros do Botafogo.
O uruguaio Castillo tem a pior estatística: em 14 jogos, levou 25 gols, média de 1,7. Já Renan, que atuou em seis oportunidades, levou 10 gols — com uma falha difícil de ser esquecida no 4 a 3 para o Vitória — e tem média de 1,6. Apesar de ter média menor (1,5), o goleiro Flavio não venceu nenhuma partida neste Brasileiro, e em uma delas substituiu Castillo e logo levou um gol. Foram quatro jogos, seis gols sofridos, em três derrotas e um empate.
Dono absoluto da posição, Jefferson já pensa até em Seleção. Mas, antes, tem objetivo maior. “É sempre um sonho. Mas o primeiro que tenho hoje é tirar o Botafogo dessa situação. Sei que o Dunga está praticamente com o grupo fechado, mas depois de janeiro quero ter uma sequência de jogos boa para ter uma oportunidade”, planeja ele, que antes de voltar ao Botafogo passou quatro anos sem conseguir se adaptar à Turquia.
Com dois jogos nesta semana, amanhã contra o Cerro Porteño pela Copa Sul-Americana e domingo contra o Coritiba pelo Brasileiro, Jefferson evita qualquer clima de euforia.
“Temos que manter a humildade e saber que estes dois jogos são duas finais. Não podemos deixar acontecer como na semana em que vencemos dois jogos (Goiás e Atlético-MG), fomos decidir em casa e empatamos com o Avaí”, alerta o goleiro.
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