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26.10.09 às 01h10

Violência mancha o clássico de sangue

Polícia Militar precisou utilizar gás de pimenta e muita força bruta para tentar controlar a fúria das torcidas, especialmente a rubro-negra, no Engenhão

Rio - Bombas, caseiras, brigas, gás de pimenta, correria, arrastões, superlotação, baderna, desordem pública e ingressos falsos. Tudo de errado que um jogo de futebol pode ter foi visto ontem no Engenhão.
 

Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Policiais reforçam a segurança no entorno do Engenhão | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia

Do lado do Flamengo, estrondos de explosões começavam já na estação do Engenho de Dentro e anunciavam a chegada do primeiro trem com torcedores de uma das facções, às 16h20. Gritos, hinos e palavras de ordem sugeriam que era melhor abrir caminho para as centenas de torcedores que chegavam ao estádio.
Mesmo com um esquema de 1.300 homens, a PM estava em menor número e tentava se impor para segurar a tropa que descia a rampa da estação.

>> FOTOGALERIA: Antes da partida, pancadaria no entorno do Engenhão

Torcedores tentavam entrar à força no Engenhão, já que muitos não tinham ingressos. Com isso, o confronto aumentou. Bombas caseiras explodiam na entrada da Ala Sul. Muita fumaça, correria e gritos na multidão. A PM teve que usar gás de pimenta. Na confusão, alguns saíram feridos e até carregados. “A chapa tá esquentando, corre!”, gritou um pai que chegava acompanhado do filho e da mulher.

Houve confronto nas ruas Bento Gonçalves e José dos Reis entre torcidas adversárias e PMs a cavalo entraram em ação para conter a correria.

Pouco depois, outra facção rubro-negra desembarcou na SuperVia e nova confusão foi armada. Para piorar, dentro do estádio as duas principais torcidas organizadas do Flamengo também resolveram brigar.
Muita gente ficou de fora com ingressos falsos. Alguns alegavam que as entradas foram compradas nas bilheterias do próprio Engenhão. O fato ajuda a explicar o público pagante maior que o presente.

A venda de bebidas alcoólicas contribuiu para a baderna. Os ambulantes faziam a festa. Já as paredes externas do estádio eram cobertas pelo xixi dos torcedores, que ignoravam a presença de agentes da Guarda Municipal, designados para manter a ordem pública.

A PM chegou a apreender 11 morteiros e seis bombas caseiras que um torcedor rubro-negro escondia na mochila. Antes do jogo, na Praça da República, em Niterói, as torcidas rivais se encontraram. Houve tiroteio e ninguém se feriu. Mas duas pessoas foram presas.

 Reportagem de Leandro Souto Maior e Rodrigo Lima

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