
Flamengo
POR THALES SOARES, RIO DE JANEIRO
Rio - Em 1980, Flamengo e Atlético-MG protagonizaram uma das finais mais sensacionais de campeonato brasileiro. No ano seguinte, se enfrentaram pela Copa Libertadores e foi necessário um polêmico jogo extra para definir o classificado para a segunda fase da competição. O equilíbrio de forças na época era intenso, com jogadores de seleção brasileira dos dois lados. Nos dois confrontos, o Flamengo levou a melhor e criou nos torcedores rivais uma antipatia histórica, com ares de uma verdadeira batalha campal.
O técnico Andrade viveu isso em campo, mas quase 30 anos depois, acha que está na hora de novos protagonistas escreverem uma nova história, que terá mais de 60 mil pessoas como testemunhas, domingo, no Mineirão. O Atlético-MG é o terceiro colocado com 56 pontos, dois a mais que o Flamengo, quarto, com 54.
“Muitos desses jogadores aqui não haviam nascido ainda. Se perguntar, alguns deles sequer vão saber falar sobre aconteceu na época. O momento é outro e o jogo não deve ser levado para esse lado da rivalidade”, comentou o técnico, que nasceu em Juiz de Fora. “Na minha cidade, as pessoas torcem mais para os times do Rio do que de Minas.”, lembrou.
O jogo polêmico da Libertadores de 1981 sequer ter minou. Disputado no Serra Dourada, ele foi interrompido aos 37 minutos do primeiro tempo depois que o árbitro José Roberto Wright expulsou três jogadores do Atlético-MG e dois simularam lesões. O time ficou sem o número mínimo para seguir o confronto e o Flamengo foi declarado vencedor. Os dois times voltaram a se enfrentar em um jogo decisivo no Campeonato Brasileiro de 1987, quando ainda havia jogadores remanescentes dos times de 1980 e 1981, como o próprio Andrade. O Flamengo venceu por 3 a 2 no Mineirão e se classificou para a final (depois foi campeão).
Herói da final de 1980
Entre as lembranças de Andrade, um lance que ficou marcado na sua vida na decisão do Campeonato Brasileiro de 1980. O time vencia por 3 a 2 quando num erro do zagueiro Manguito, o atacante Pedrinho ficou livre, mas Andrade conseguiu chegar a tempo de evitar o empate que daria o título ao rival. “Depois, no vestiário, o Manguito veio me agradecer, dizendo que se eu não tivesse evitado o gol, ele teria saído crucificado do Maracanã”, recordou o treinador.
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