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Fluminense
07.11.09 às 17h58

A esperança é verde

Tricolor encara o líder Palmeiras querendo arrancar mais uma vitória heroica

POR RAFAEL CAVALIERI, RIO DE JANEIRO

Rio - O Palmeiras é candidato ao título do Brasileiro. Já o Fluminense luta para escapar do rebaixamento. No entanto, no futebol, isso está longe de significar vitória certa dos paulistas. Na partida de hoje, às 16h, no Maracanã, o Tricolor quer confirmar o bom momento e provar de vez a todos que sua camisa e tradição merecem ser respeitadas.

A ascensão tricolor começou justamente quando todos achavam que o clube já estava morto. Foram duas vitórias contra clubes que estão no topo da tabela: Atlético-MG e Cruzeiro, este após virada histórica e heroica no Mineirão. Os resultados fizeram o vice-líder do campeonato colocar os pés no chão.

Para os jogadores, essa mudança de pensamento é extremamente importante. Eles lembram que ninguém sequer cogitava perder para o Fluminense e que isso era extremamente incômodo. Maicon acha que o respeito está de volta.

“Se agora estão falando do Fluminense é porque estão vendo um bom futebol e perceberam que temos condições de vencer qualquer adversário. Nunca é fácil, mas vamos lutar muito para sairmos do Maracanã com a vitória”, explicou.

O momento é outro, mas as circunstâncias lembram muito o ano passado. Assim como agora, o Fluminense lutava contra o rebaixamento e tinha um embalado Palmeiras pela frente no Maracanã. O resultado final foi um 3 a 0 que deu novo gás ao time. Maicon, que estava no jogo, quer repetir a dose: “Temos que lutar”.

Rafael é outro que percebe um respeito maior por parte dos rivais. Mas ele lembra que só isso não ganha jogo. Para o camisa 1, o Fluminense precisa continuar agredindo e, assim, seguir em busca de mais uma vitória: “É o que nos resta: vencer. E jamais vão poder falar que não somos grandes.”

O Palmeiras deve jogar nos contra-ataques. Para Muricy Ramalho, a forte marcação do basquete serve como modelo.

“Futebol está muito parecido com o basquete. É preciso defender muito forte, porque é assim que começa o contra-ataque”, afirmou.