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Fluminense
07.11.09 às 01h31

Diguinho explica o 'Créu' para os chilenos

POR RAFAEL CAVALIERI, RIO DE JANEIRO

Rio - Quando o juiz apitou o fim da partida contra o Universidad, os jogadores do Fluminense começaram a festejar a classificação para a semifinal, depois de uma batalha campal. Um gesto, porém, quase colocou tudo a perder. Diguinho, irritado com a atitude da torcida chilena e com a violência dos adversários, não hesitou e segurou a genitália, como se a mostrasse para a arquibancada. A atitude quase causou uma grande confusão.

Com a cabeça fria e a adrenalina baixa, Diguinho, que só viu a foto ao ler os jornais no desembarque no Rio, disse que quis desabafar e lembrou, passo a passo, tudo o que motivou a sua provocação.

Primeiro, o comportamento da torcida durante o aquecimento tricolor feito no gramado. Só ali, os próprios jogadores cataram 15 isqueiros e inúmeras moedas. Diguinho disse que nunca tinha atuado em um estádio com a arquibancada tão perto do gramado.

“Foi muito tenso mesmo. Desde que pisamos em campo era muito xingamento, gestos provocativos, moedas, isqueiros, copos com água, com urina... Nunca vi isso na vida. Por isso eu desabafei”, explicou o volante, que catou todas as moedas que viu e deu para o motorista do ônibus que levou a delegação tricolor do hotel para o aeroporto.

Mas Diguinho não falou apenas dos selvagens torcedores. A violência dos jogadores da Universidad de Chile também foi condenada. O jogador fez questão de mostrar as marcas da batalha travada no Santa Laura. Na canela esquerda, um hematoma. Nas costas, um arranhão e algumas marcas vermelhas. O clima ficou tão tenso que por pouco a confusão não se estendeu ao vestiário após o jogo:

“Fui sorteado para o doping e a sala ficava do lado do vestiário deles. Os jogadores passavam demonstrando querer me matar, mas eu mantive a calma e os ignorei”.