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Fluminense
06.11.09 às 01h40

Em dia de festa na piscina, Flu vive sua crise

Sem receber salários há quase três meses, funcionários não comparecem ao trabalho na sede das Laranjeiras

POR RAFAEL CAVALIERI, RIO DE JANEIRO

Rio - O Fluminense viveu ontem duas situações distintas. Enquanto a estrela da música baiana Cláudia Leitte gravava um videoclipe na piscina, para delírio de muitos associados, alguns setores do clube corriam atrás de soluções para conviver com a ausência de alguns funcionários. Nos últimos dias, o clube sofreu com faltas de empregados que alegam não ter dinheiro para pagar a passagem e ir trabalhar. Os mesmos também alegam dificuldades para comprar alimentos por conta dos dois meses de atraso salarial.

No início da semana, a expectativa da diretoria tricolor era concretizar o empréstimo bancário e quitar o mês de agosto e setembro de uma vez, conforme revelou o ATAQUE na edição da última quarta-feira. No entanto, o prognóstico voltou a ser desanimador, já que, por conta de trâmites burocráticos, a possibilidade de pagar ainda hoje é mínima.

E é justamente nesse ponto que mora o desespero da diretoria. Na próxima terça-feira, dia 10, o clube completa três meses de atraso. Se o pagamento não sair até segunda, os funcionários, com a concordância do Sindicato dos Funcionários de Clubes do Rio de Janeiro, vão voltar a cogitar a possibilidade de uma greve geral.

O outro lado da preocupação é em relação aos jogadores, que vão poder buscar na justiça a rescisão contratual sem o Fluminense ter direito a receber um centavo sequer.

Um funcionário, que preferiu não se identificar, revelou que o clima de insatisfação no clube é geral e que a falta de promessas concretas é o que mais incomoda no clube.

“Ninguém chega e fala algo concreto, estipula uma data... São várias promessas que todos sabem que não vai dar em absolutamente nada”, disse.

O presidente do clube, Roberto Horcades, foi procurado, mas não atendeu nenhuma ligação da reportagem. Um membro da diretoria, que também prefere não se identificar, confirmou algumas ausências, mas disse ser fruto do acaso e não um ato premeditado por conta do atraso salarial. No entanto, ele garantiu que ouve reclamações constantes principalmente dos professores.