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Fluminense
04.07.09 às 19h46

O fim de uma história

Fluminense deve fazer esta semana seus últimos treinos no estádio das Laranjeiras

POR RAPHAEL ROQUE, RIO DE JANEIRO

Rio - Se o planejamento for seguido à risca, o time do Fluminense faz esta semana seus últimos treinos nas Laranjeiras. Na sexta-feira, o grupo já trabalhará no CFZ, onde ficará até dezembro, e a ideia é partir de lá para outro centro de treinamento, de preferência, algo definitivo. Motivado pela busca por melhor estrutura de trabalho, o clube deixará a história em sua sede social. E essa história se confunde com a de alguns funcionários do departamento de futebol, que vivem um momento de dolorosa — porém necessária — despedida.

Aos 51 anos e com 28 dedicados ao Tricolor, o massagista Jerônimo Barreto — ou carinhosamente Jejê — se emociona ao falar de suas experiências nas Laranjeiras. Começou como servente, em 81, mas logo depois passou a massagista. Com o Fluminense, conheceu lugares e conseguiu títulos, mas nada se compara às amizades que conquistou na sede.

“Sentirei falta desse bate-papo com as pessoas, os sócios que estão sempre por aqui. É um ambiente familiar. Vi muitos meninos crescerem por esses corredores. Fui criado nas Laranjeiras e tenho um vínculo forte”, afirmou o o massagista, com os olhos marejados pelas lembranças. “Mas também sei que essa mudança vai melhorar muito o trabalho da comissão técnica e o nosso também. A ida para um Centro de Treinamento, com uma boa estrutura, é o caminho para conquistarmos muitos títulos”, completou, deixando a emoção de lado.

Opinião semelhante tem Denílson, que trabalha no clube há 18 anos. A falta de espaço adequado para o trabalho tornou o roupeiro famoso. É dele a responsabilidade de resgatar as bolas chutadas durante os treinos que vão parar na Rua Pinheiro Machado.

“Eu era gandula aqui. Sinto saudade dos jogos. A final da Copa do Brasil (contra o Inter, em 92) foi emocionante. Lindo de ver. Vamos sentir falta das Laranjeiras, mas é uma mudança que precisa acontecer”, avaliou.