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15.10.09 às 01h09
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Discreto, mas sempre evoluindo

Amortecedor ganha versão em plástico, mais leve, para carros pequenos e até uma que consegue gerar eletricidade

Rio - É cada vez mais crescente, por parte da indústria automotiva, a utilização de tecnologias para reduzir o peso dos automóveis, que, por tabela, também diminuem o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes. Não é por acaso que ZF Sachs aproveitou o Salão de Frankfurt, em setembro passado, para apresentar um amortecedor ultraleve, que conta com a integração de suas diversas funções e ainda apresenta a metade do peso dos amortecedores convencionais feitos em alumínio.

O protótipo da ZF Sachs, aliás, desenvolvido pela divisão de Componentes de Propulsão e Suspensão, faz uso de estrutura de suspensão integral que conta com suporte de roda integrado. Além disso, para ter peso mais leve, a fabricante deixou de lado o aço e adotou materiais plásticos de alta resistência. Eles estão presentes nas hastes do pistão, nas partes internas, nos conjuntos de módulos e também na tampa da mola.

Ainda de acordo com a ZF Sachs, os componentes do amortecedor foram todos redesenhados para se adequarem à utilização destes materiais plásticos. A fabricante também garante que o amortecedor tem todas as características de um amortecedor convencional. "O estudo das estruturas plásticas da suspensão mostra o potencial que ainda existe em chassis leves", comentou Peter Ottenbruch, chefe da divisão de Componentes de Propulsão e Suspensão da ZF Sachs.

Apesar de ainda ser um protótipo, o amortecedor desenvolvido pela ZF Sachs pode ser aplicado imediatamente. Isso porque já foram realizados estudos de viabilidade e custo. Além disso, a produção em larga escala também é possível e o protótipo seria destinado, num primeiro momento, para veículos pequenos, até 1000 cc, que apresentam peso máximo abaixo dos mil quilos.

Mas não é só de materiais mais leves que os amortecedores contribuirão para o avanço tecnológico. Recentemente, Zack Anderson e Shakeel Avadhany, dois alunos do MIT — Massachusetts Institute of Technology — apresentaram um amortecedor regenerativo, que é capaz de pegar a energia cinética gerada quando o veículo passa por buracos ou irregularidades do piso e transformar em eletricidade.

Tal qual o sistema de freios regenerativos, a energia absorvida pelo amortecedor poderá ser usada para carregar a bateria e outros componentes do carro, como o alternador e o ar-condicionado. O amortecedor regenerativo usa sistema hidráulico que força um fluido através de uma turbina conectada a um gerador. O equipamento é controlado por um sistema eletrônico ativo que, além de otimizar o amortecimento, é capaz de gerar eletricidade para recarregar as baterias ou operar outros dispositivos elétricos que estão presentes nos veículos.

Eficiência comprovada nos testes

Além do Massachusetts Institute of Technology, a Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, também já desenvolveu amortecedores que absorvem as irregularidades do solo e as convertem em eletricidade. Ainda em testes, os amortecedores são destinados exclusivamente para veículos híbridos e elétricos.

De acordo com as primeiras análises realizadas pela Universidade de Tufts, os amortecedores regenerativos se mostraram bastante eficazes. E são capazes de aumentar entre 20% e 70% a autonomia de um automóvel híbrido ou elétrico de até 1.100 kg, circulando a uma velocidade média de 70 km/h.

 
 
 


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