Motor a gasolina dá mais força ao grandão
Hilux SW4 V6 fica ‘redonda’ com novo propulsor, com bom desempenho no asfalto e fora-da-estrada. Mas o consumo cobra seu preço para tanta disposição
Rio - Enquanto muitos caminham para a miniaturização, alguns modelos mantém viva a tradição dos carrões com motorzão. A SW4 é isso: superlativa em quase tudo. Começa que pessoas de mais idade têm dificuldade para acessar o habitáculo, que alto, mostra suas vantagens no trânsito urbano, com ampla visão à frente, embora manobrar o carro não seja exatamente fácil.

Foto: Divulgação
O interior é bem resolvido e traz materiais de boa qualidade, com ergonomia fina, garantida pelos controles elétricos dos bancos do motorista. Feito para levar sete pessoas, aceita apenas crianças na última fileira de bancos, que tem o encosto muito reto. Nessa opção, o carro quase não oferece espaço para as malas e pode levar apenas 238 litros de bagagens.
A versão testada, a nova 4.0 V6 a gasolina, mostra suas garras ao acelerarmos seus 238 cv. A potência sobra e chega às rodas através de um câmbio automático de 4 marchas muito bem escalonado, mas que não oferece a opção sequencial, comum em tops de linha. O consumo do 'bichão' é alto. Conseguimos chegar, pisando leve, aos 6,5 km/litro na estrada e obtivemos a média cidade estrada de 5,8 km/litro. Há que se considerar que o Hilux SW4 pesa quase duas toneladas.
No asfalto o carrão alto insiste em transmitir certa instabilidade direcional nas velocidades elevadas, mas depois de acostumar dá até para fazer algumas tomadas de curva sem sustos. Completo para suas aptidões, O Hilux SW4 vem com tração traseira e engate 4X4 através de alavanca no console. Há opções de 4X4 HL em alta velocidade, com bloqueio de diferencial para pisos de baixa aderência, e também o 4X4 LL para transposição de terrenos mais difíceis. Tem ângulos de ataque e de saída muito bons. Nesse momento o SW4 justifica a altura, o consumo e a potência com resultados excelentes. O preço sugerido para a versão testada, completa e automática é de R$ 162.500.
Concorrência acima e abaixo da tabela
Se você também torceu o nariz para os R$ 163.500 cobrados pela marca japonesa pelo Toyota SW4, então vale a pena dar um olhada nos preços praticados pela concorrência.
Por R$ 118.000, a coreana Hyundai oferece o modelo Santa Fé 2.7 V6. Já a Mitsubishi cobra a partir de 109.900 pelo Pajero Sport 3.5 V6 Flex. A marca do oval azul, a Ford, pede R$ 149.700 pelo Edge 3.5 V6 e a Chevrolet, que ia muito bem obrigado com o Tracker, depois da volta da japonesa Suzuki para o mercado brasileiro passou a apostar todas as suas fichas na Captiva 3.6 V6, que tem preços a partir de R$ 105.758.
Já a coreana Kia colocou o imponente Mohave na disputa, com preços a partir de R$ 154.900, na versão 3.0 V6, e R$ 184.900 na 3.8 V6.
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