Berzoini: PMDB pode assumir que é vice do PT em 2010
São Paulo - O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), afirmou em entrevista à Agência Brasil que mantém contato permanente com o PMDB e que a aliança para formação de chapa conjunta para concorrer às eleições presidenciais de 2010 já está fechada com 80% do partido. "Essa é uma aliança estratégica não só politicamente, mas para governar o País. Já falei com o PMDB. Os peemedebistas podem, publicamente, assumir que são vice da gente", disse Berzoini.
Para consolidar essa união, no entanto, os peemedebistas correm contra o tempo. Até novembro, o partido realiza convenções regionais para eleger os novos diretórios e serão justamente essas pessoas que decidirão, na convenção nacional do partido em junho de 2010, que rumo o PMDB tomará nas eleições presidenciais. A cúpula do PMDB está afinada com a cúpula petista, mas há resistências regionais.
O Rio Grande do Norte é um exemplo. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e ex-presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse que essa aliança entre petistas e peemedebistas ainda está por ser decidida. Ele condiciona as definições das alianças estaduais como pré-requisito para se começar a conversar a respeito de aliança nacional.
"Se colocarmos a situação nacional de imediato até que poderemos obter o consenso, mas ficaremos devendo uma solução nos Estados que tenha o mesmo êxito", afirmou Garibaldi Alves.
O peemedebista acrescentou que não vê problemas em se fechar uma aliança nacional com o PT. Entretanto, tem dúvidas se este seria o melhor momento de o PMDB discutir um nome para a vice-presidência numa futura campanha presidencial. "O problema é que, com relação ao estado Rio Grande do Norte, há algumas divergências e, a partir do momento em que se antecipar essa discussão, pode-se gerar problemas no partido."
Divergências
Na semana passada, outros peemedebistas reclamaram desta "pressa" da cúpula do PMDB de fechar uma aliança nacional com o PT para 2010. Os senadores Pedro Simon (RS) e Geraldo Mesquita Júnior (AC) discursaram em plenário condenando a iniciativa da cúpula partidária de amarrar um acordo com o presidente Lula e o PT sem consultar as bases do partido.
O vice-líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), no entanto, é um dos articuladores da futura aliança que garante a indicação da vice-presidência numa eventual campanha de Dilma Rousseff. Para ele, o assunto já foi debatido o bastante no partido, e a hora de fechar o acordo é agora.
"Quem está falando contra o acordo do PMDB com o PT que dispute na convenção nacional de 2010", disse o parlamentar Eduardo Cunha. Ele destacou que a maior parte dos dirigentes estaduais de hoje são favoráveis à aliança com o PT. Entretanto, esse quadro pode não ser o mesmo a partir de novembro, quando o PMDB terá definido os novos representantes dos diretórios estaduais que decidirão, em junho de 2010, o rumo do partido na sucessão presidencial.
As informações são do Terra
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