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25.10.09 às 02h15
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Clima quente em eleições do PT

Lindberg Farias apoia três candidatos para derrotar Luiz Sérgio e manter vivo sonho de ser candidato a governador

POR MARCOS GALVÃO, RIO DE JANEIRO

Rio - O dia 22 de novembro será decisivo para os rumos do PT nas eleições para o governo do estado do Rio. Nesta data, cerca de 30 mil militantes vão às urnas escolher presidentes dos diretórios municipais, estadual e nacional do partido. Também serão escolhidos 400 delegados que definirão se o PT terá candidatura própria ou se apoiará o governador Sérgio Cabral (PMDB) à reeleição.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O DIA
Lindberg tem convocado a militância para reuniões em Caxias e Bangu, em outdoors na Baixada e Zona Oeste

O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), que se diz ‘candidatíssimo’ à eleição para governador do Rio, apoia nada menos que três dos cinco candidatos na eleição estadual petista: Lourival Casula, vice-presidente estadual do PT; Bismarck Alcântara, ex-chefe de gabinete do deputado federal Luiz Sérgio; e André Taffarel, presidente da Câmara de Vereadores de Mesquita.

Atual presidente estadual do PT, Alberto Cantalice apoia Luiz Sergio. “Precisamos de liderança forte na presidência do partido”, argumenta. Com três mandatos na Câmara dos Deputados e ex-prefeito de Angra dos Reis, Luiz Sérgio é favorável à união com o PMDB: “Temos de pensar na aliança nacional em torno da candidatura da ministra Dilma (Rousseff)”. O vereador Waldeck Carneiro, de Niterói, também concorrente, é contrário à discussão sobre candidatura própria. “Sou contra esse maniqueísmo criado por Lindberg e Luís Sérgio. Temos de discutir questões mais importantes”.

Lindberg aposta que a eleição regional só será decidida em segundo turno, 15 dias após a primeira votação. Vão para a segunda etapa os dois mais votados. Certo que sairá vitorioso — ele não disse em qual dos três vai votar —, Lindberg pretende lançar sua candidatura logo em seguida ao resultado, mesmo sabendo que a convenção estadual só será realizada ano que vem. “Obtendo a maioria dos delegados, serei candidato”, aposta.

Confiante, ele tem convocado a militância através de outdoors, na Baixada e na Zona Oeste do Rio, para reuniões em Duque de Caxias e em Bangu. “Essa eleição é decisiva para o futuro do PT. Precisamos de uma candidatura de esquerda”, diz. Luiz Sérgio retruca: “O Lindberg precisa entender que o projeto nacional em torno da candidatura Dilma é maior que qualquer projeto pessoal”.

 
 
 

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