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08.11.09 às 14h27
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Após 22 horas, termina rebelião em presídio de Goiás





 

Goiânia - Terminou na manhã deste domingo a rebelião no presídio de Rio Verde (GO), a 220 km de Goiânia, após mais de 22 horas de negociação. O motim começou logo após a fuga de sete presos, por volta de 13h30, quando um dos detentos que trabalhava na horta do presídio rendeu um agente, pegou sua arma e efetuou vários disparos na direção de outros agentes. Houve troca de tiros e a fuga foi interrompida quando sete detentos já haviam conseguido sair da cadeia. Até o momento eles não foram localizados.

Nesta tarde, agentes penitenciários e policiais militares fazem a contagem dos presos e buscam qualquer tipo de arma branca ou de fogo que eles possam ter escondido durante a rebelião. Cerca de 55 estavam ficaram amotinados em uma área da cadeia após atearem fogo em colchões e ameaçavam matar outros presos caso não tivessem a segurança deles garantida.

O chefe da Superintendência do Sistema de Execução Penal (Susepe), Edilson de Brito, afirmou que os presos suspenderam o motim depois que tiveram assegurada a integridade física deles por um juiz da comarca local e de um promotor da Vara de Execuções Penais. Representantes da seccional de Rio Verde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanharam a negociação, feita por integrantes da Polícia Militar e do Grupo de Operações Penitenciárias (GOP) da Susepe.

Inicialmente, a Susepe havia informado que dez presos haviam fugido. Entretanto, ontem à noite, esse número baixou para sete. Brito diz que os fugitivos haviam sido detidos por crimes de baixa periculosidade e são moradores da cidade. "A polícia não vai ter dificuldade em encontrá-los."

Apesar de a polícia ainda verificar a situação dos presos, o chefe da Susepe afirma que apenas dois agentes e dois presos ficaram feridos durante a rebelião, logo no início dela. O agente que foi rendido levou um tiro de raspão no abdome e o outro, no pé. Ambos já estão em casa e passam bem. Os presos feridos foram atendidos na cadeia e se encontram nas celas.

As informações são de Márcio Leijoto, do Terra

 
 
 

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