Protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul só será votado se houver certeza de aprovação
Brasília - A base aliada do governo federal só colocará o protocolo, que determina a adesão da Venezuela ao Mercosul, em votação nesta quarta-feira no plenário do Senado, se houver garantia de quórum qualificado. Na prática significa que o texto só irá à votação com a certeza dos governistas de que a maioria dos senadores presentes votará favoravelmente à proposta. Para aprovar a medida, é necessário apenas a maioria simples, ou seja, a maior parte dos senadores no plenário apoiando a proposta.
Do contrário, os governistas intensificarão as negociações para levar o tema a plenário no próximo dia 12. A ideia é assegurar a votação até o dia 15 cumprindo o prazo fixado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na semana passada.
Porém, mesmo com a aprovação do governo do Brasil à adesão da Venezuela ao bloco econômico, o país vizinho ainda não será integrado ao Mercosul. É que o governo do Paraguai adiou para 2010 a discussão. Sem apoio no Congresso, o presidente paraguaio, Fernando Lugo, preferiu retirar o assunto da discussão e adiar o debate.
A estratégia da base aliada é apenas uma tática de segurança, uma vez que os governistas têm maioria para aprovar a proposta. Mas a oposição, liderada pelo PSDB, promete dificultar a aprovação do protocolo em plenário. Alguns integrantes do PMDB, como o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), votam com a oposição contrário ao ingresso da Venezuela ao bloco.
Para os oposicionistas, o presidente Hugo Chávez não cumpre a cláusula dos princípios democráticos, contrariando a regra básica do Mercosul. Já os governistas defendem que a adesão da Venezuela ao Mercosul deve ser analisada sob o ponto de vista econômico.
Na última quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou, por 12 votos a 5, o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Anteriormente à votação, foi colocado em discussão o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) - que foi rejeitado pelos senadores.
As informações são da Agência Brasil
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