‘Quem acredita em Deus, reze’
Segundo piloto do avião da FAB, motor da aeronave não parou de funcionar e tripulação decidiu tentar pouso no rio
Rio - 'Quem acredita em Deus, reze'. Essa foi a frase que o 1º tenente Carlos Wagner Ottone Veiga, piloto do avião da Força Aérea Brasileira que caiu na Região Amazônica, quinta-feira, disse aos passageiros e tripulantes do Cessna C-98 Caravan no momento em foi tomada a decisão de fazer o pouso forçado no rio Ituí.

Bandeira do Brasil sobre o caixão e salvas de tiros fizeram parte das homenanges ao suboficial Marcelo
Veiga disse ontem que o motor da aeronave não chegou a parar. A tripulação notou a perda de potência e optou pelo pouso forçado. Antes de o avião atingir a água, foi acionado o equipamento de localização de emergência, fundamental no resgate dos nove sobreviventes.
Na tarde de ontem foi enterrado no Rio, com honras militares, o corpo do suboficial da FAB Marcelo dos Santos Dias. Ele e um funcionário da Funasa morreram no acidente. A cerimônia foi acompanhada por 200 pesoas, sob gritos de “herói”. “Ele salvou dez vidas — de 9 pessoas e de um bebê na barriga (da servidora da Funasa Josiléia Vanessa de Almeida)”, disse Rosiline Dias, irmã de Marcelo.
Segundo o tenente Veiga, o avião decolou normalmente e foi estabilizado a 3 mil metros. Após 50 minutos houve perda de potência e a temperatura subiu. “O motor não chegou a parar, mas notamos a perda de potência. Optamos por fazer um pouso forçado. Ou fazíamos na selva ou no rio. A decisão foi fazer no rio”, disse. Após pouso, houve contagem das pessoas que estavam na água. “A aeronave começou a afundar muito rápido. Contamos dez pessoas na água”. A tripulação orientou as vítimas a nadarem para a margem. “Alguns não sabiam nadar. Tivemos de ajudar”, revelou. Após escutar barulho de uma aeronave o grupo teve a certeza do resgate. “Mas fico triste, porque caímos e tivemos duas perdas. Mas ainda temos nove vidas”.
Adeus a ‘herói’ teve honras militares
O corpo do suboficial Marcelo dos Santos Dias, 42 anos, foi sepultado com honras militares e sob aplausos de familiares e amigos, no Cemitério Jardim da Saudade de Mesquita, onde morava com mulher e três filhos.
Militar há 25 anos, Marcelo era mecânico da aeronave que caiu. Segundo sobreviventes, ele abriu as portas traseiras do avião e ajudou os tripulantes a deixarem a aeronave. A um tenente, o suboficial teria dito para seguirem sem ele, porque não conseguiria se salvar. Ele não sabia nadar e teria tido medo de pular na água.
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