Reforço na Saúde e na Educação
Estado negocia empréstimo internacional de R$ 1 bilhão para UPAs, PAC, treinamento de professores e meio ambiente
POR THIAGO PRADO, RIO DE JANEIRO
Rio - Dois financiamentos internacionais poderão turbinar os cofres do estado no ano que vem. O governo vai encaminhar, até dezembro, pedido de empréstimo de US$ 600,84 milhões (cerca de R$ 1,045 bilhão) para os bancos Mundial (BIRD) e Interamericano de Desenvolvimento (BID). Entre os principais objetivos do último ano de mandato do governador Sérgio Cabral está o de garantir recursos para a construção de novas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e assegurar a conclusão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio.
Segundo o secretário de Fazenda, Joaquim Levy, as conversas com as instituições financeiras já estão bem adiantadas. Uma pequena parcela, 840 mil dólares, será destinada para o programa de despoluição da Baía de Sepetiba. O resto — 600 milhões de dólares — irá para ações nas áreas da educação, saúde e modernização da máquina administrativa. Antes de serem enviados para o exterior, os pedidos de empréstimo terão que ser aprovados pelo Senado Federal.
“Isso vai nos permitir continuar o que já estamos fazendo no estado e fazer novos investimentos. O prazo para o pagamento será de 30 anos e haverá ainda carência de quatro anos. As taxas de juros serão baixas”, afirmou Levy. Um dos projetos que serão financiados com o dinheiro estrangeiro será a simplificação para a abertura de empresas. Assim, o governo pretende reduzir a burocracia para obter documentos na Junta Comercial.
Na área de educação, segundo o secretário Levy, o objetivo é aumentar o treinamento de professores da rede estadual no Projeto Autonomia. O objetivo é diminuir a disparidade entre idade e série dos estudantes. Hoje, 542 servidores participam do programa. A meta é chegar em 2010 com 1.342. Além disso, o estado se compromete a produzir relatórios mensais sobre a presença de professores e alunos nas salas de aulas.
Todos os projetos serão acompanhados pelos bancos de fomento. As instituições cobram o cumprimento de metas, como o número de atendimentos em UPAs ou servidores contemplados.
Este será o terceiro empréstimo externo que o governo Cabral contrai no exterior desde 2007. Em dois deles, os recursos foram destinados para a modernização dos trens. Outro financiamento foi usado em projetos na agricultura.
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