Conselho absolve deputado do castelo em MG
Brasília - Por nove votos a quatro, com uma abstenção, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira rejeitar o pedido de cassação do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) e o absolver no processo em que respondia por quebra de decoro.
Moreira foi processado no colegiado por mau uso da verba indenizatória da Câmara, recurso no valor de R$ 15 mil a que todo parlamentar tem direito. Segundo a acusação, o deputado justificava os gastos com segurança apresentando notas fiscais de sua própria empresa, além de receber mensalmente o valor em dinheiro vivo, e não em conta bancária como determina o regulamento.
Ex-corregedor da Casa, cargo responsável por investigar irregularidades cometidas por deputados, Edmar Moreira chegou a dizer que poderia não ter condições de julgar seus pares por uma questão de amizade. Ao longo do ano foi confirmado que Moreira era dono de um castelo com 36 suítes, avaliado em R$ 25 milhões, no município de São João Nepomuceno (MG).
O relatório do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) chegou a recomendar a cassação do mandato de Moreira no último dia 17 de junho, mas um pedido de vista coletivo adiou a conclusão do caso. Nazareno foi designado relator após o titular, Sérgio Moraes (PTB-RS), ter afirmado que não havia provas contra o deputado dono do castelo e dito estar "se lixando" para o que pensava a opinião pública.
"A quebra do decoro está provada. Percepções indevidas (de recursos públicos) aqui estão claras. Nenhum ato dessa Casa prevê que ele poderia contratar a empresa dele. Isso sozinho quebra o princípio da legalidade. E quem acha que pode atuar aqui como se fosse privado já peca por quebra de decoro. É dever do deputado respeitar as leis e a Constituição sob a qual a gente jura ao assumir o mandato. O que listamos aqui foi a imoralidade dez vezes comprovada na atitude indecorosa", opinou o relator, Nazareno Fonteles, na sessão desta quarta.
Logo no início da sessão de julgamento parlamentares chegaram a defender penas alternativas a Edmar Moreira, como sua suspensão por seis meses. ¿Acho que o deputado praticou atos atentatórios ao decoro parlamentar, mas não ficou provado aqui no processo que ele praticou ato incompatível ao decoro parlamentar. E disso o raciocínio é que a pena proposta pelo relator é desproporcional e não prevista no Código de Ética e na Constituição Federal. Não existia regra naquela época (sobre a destinação da verba indenizatória a empresa própria)¿, sustentou o deputado Moreira Mendes (PPS-RO).
Pela proposta de Mendes, Edmar Moreira teria uma ¿pena alternativa¿, a perda das prerrogativas de deputado por 180 dias. Se tivesse sido aceita, a proposta impediria Moreira de discursar em Plenário, encaminhar discursos para publicação, se candidatar ou preencher um cargo da Mesa Diretora ou de uma comissão ou ainda ser designado relator. Em todo caso, manteria o principal benefício: o salário mensal de R$ 16,5 mil.
As informações são do Terra
últimominuto
01h05
Brasil
OAB pede afastamento ou até prisão preventiva de governador de Brasília
01h05
Brasil
Lula ataca: ‘Eles não têm discurso’
16h47
Brasil
Adolescente de 14 anos é procurado por morte da irmã em São Paulo
16h07
Brasil
Após 29 horas de motim na Bahia, negociação é suspensa
15h55
Brasil
'Se querem comparar, vamos comparar', diz Dilma
nossaseleção
economia
SALÁRIO REGIONAL
Piso salarial volta a
valer para doméstica


rio
SEGURANÇA
Disputa no ranking das melhores polícias do Rio

brasil
POLÍTICA
Presidente Lula ataca:
‘Eles não têm discurso’

diversão&tv
NOVELA
'Viver a Vida': Jorge vai para motel com prostituta

maislidas

diversão & tv

Gisele Bündchen é ...


botafogo

Botafogo traz o ...
Rio - O Botafogo deve apresentar nesta quarta um ...


copa 2010

Ausência de ...
Milão - A ausência de Ronaldinho ...


economia

Tribunal de Justiça ...
Rio - A desembargadora Elisabete Filizzola, do ...













