Batalhas nos palácios de Brasília e do Rio
O risco de perder recursos de royalties do pré-sal mobilizou o governo e políticos do Rio na capital federal. Já os deputados estaduais acabaram ao lado dos professores na guerra do ‘Nova Escola’
Rio - Duas batalhas ferozes marcaram as últimas semanas de trabalho dos parlamentares fluminenses. A guerra política foi travada em Brasília, principalmente, em torno do marco regulatório da exploração dos bilhões de litros de petróleo na área do pré-sal e o sistema de pagamento dos royalties e compensações. Por enquanto, a disputa está empatada, com vitórias e derrotas para o Rio. A ‘guerra’ de verdade teve como palco o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa. Professores e policiais duelaram com socos e até arma em punho antes da votação do projeto do governo estadual que propunha a incorporação da gratificação do Nova Escola aos salários do magistério em seis anos. O saldo foi de 13 feridos — 11 professores e dois estudantes. E todos saíram perdendo.
Quem está ganhando novamente é o leitor. A coluna ‘De Olho no Seu Voto’ mudou. Foi ampliada para melhor cumprir seu papel: ser uma ferramenta de fiscalização para os leitores — e eleitores — acompanharem o trabalho de seus representantes. Com duas páginas publicadas uma vez ao mês, sempre num domingo, a coluna traz temas atuais e que mexem com cotidiano de todos. Também fica consagrada a interatividade, com quiz relacionados às pautas e interação com O DIA Online. Em quadros que acompanham a bancada do Rio, você confere propostas e a frequência dos parlamentares.
BANCADA ENTRA NA LUTA
A polêmica sobre o pré-sal opôs o governo federal e os estados produtores de petróleo — Rio, São Paulo e Espírito Santo. A proposta original da União era distribuir as receitas dos royalties entre as 27 unidades da federação. Com a pressão dos governadores Sérgio Cabral (Rio), José Serra (São Paulo) e Paulo Hartung (Espírito Santo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não fazer alterações no pagamento dos royalties e compensações.
Veja quem são os políticos mais ausentes
Lula evitou, assim, o desgaste político e transferiu para o Congresso a definição dos parâmetros. A pressão dos deputados do Rio e dos demais estados produtores já fez com que o regime de urgência constitucional fosse retirado dos projetos do pré-sal enviados pelo governo ao Congresso.
Já a Câmara do Rio retornou do recesso com projetos relevantes na pauta, como a reformulação do Plano Diretor. Mas as principais propostas ainda são do Executivo.
CÂMARA FEDERAL: Pré-Sal e Reforma
A mobilização da bancada federal do Rio em relação ao pagamento de royalties na área do pré-sal é legítima. Estão em jogo cerca de R$ 260 bilhões, somente para o Rio, em royalties e participações especiais entre 2020 e 2050 — de acordo com estimativa feita pelo Serviço Geológico do Estado do Rio. Só para comparar, a receita total estimada para o estado este ano é de R$ 39,8 bilhões.
Outro assunto que movimentou a Câmara nos últimos dias foi a minirreforma eleitoral. Os parlamentares tentaram, inicialmente, limitar o uso da Internet durante a campanha. Mudaram de ideia. Feita a toque de caixa, a minirreforma também liberou os candidato com ficha-suja e as doações secretas aos partidos.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: Mudança de posição em projetos polêmicos
O estrondo das bombas de efeito moral atiradas por policiais militares contra professores para reprimir manifestação em frente à Alerj, reverberou no plenário do Palácio Tiradentes. Assustados com a repressão policial e com a mobilização do magistério, deputados convenceram o governo a ceder à principal reivindicação da categoria no polêmico projeto de incorporação do Nova Escola aos salários dos professores: manutenção do índice de 12% do interstício (hierarquia) entre o vencimento de cada nível da carreira — a proposta original previa 7,5%. Parlamentares, até os da base aliada do governo, afastaram, assim, o ônus de desagradar profissionais de educação em ano pré-eleitoral.
O resultado do Nova Escola foi uma prévia de como a Alerj deve se comportar a partir de agora, nas votações de projetos que envolvam pressão popular, por causa da proximidade das eleições de 2010. Outro exemplo foi a mudança de postura sobre os bailes funks. Depois de terem aprovado em 2008 projeto que praticamente inviabilizava os eventos no estado, deputados agora revogaram a lei e ainda deram ao funk status de movimento cultural e de caráter popular. MCs e funkeiros lotaram galerias para comemorar.
A Alerj também aprovou a lei anti-fumo, enviada pelo governo. Deputados conseguiram corrigir artigos para liberar consumo de cigarros em situações como peças teatrais, que o projeto original deixava dúvidas.
SENADO: Denúncias continuam a balançar a Casa
O Senado ainda vive a ressaca da pizza monumental promovida para absolver o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Entre um bate-boca de Renan Calheiros (PMDB-AL) com Tasso Jereissati (PSDB-CE) e um protesto tardio e inexplicável de Eduardo Suplicy (PT-SP), os senadores dedicaram-se a debater a existência do Conselho de Ética da Casa e a intrincada minirreforma eleitoral — assunto que também mobilizou a Câmara.
Apesar de ter tentado voltar à normalidade, retomando as votações, a crise continuou rondando o Senado. As denúncias contra a Casa não param. As mais recentes dão conta de que 36 atos secretos editados para criar cargos e reajustar verba indenizatória dos senadores, de R$ 12 mil para R$ 15 mil, foram validados pela Mesa Diretora.
O inferno astral também não teve fim para o senador fluminense Paulo Duque, presidente do Conselho de Ética e responsável pelo arquivamento das denúncias contra Sarney. Manifestantes do movimento Fora Sarney fizeram protesto em frente à casa de Duque, no Rio, dia 22 de agosto.
CÂMARA DOS VEREADORES: Guarda Municipal e Plano Diretor da cidade
Depois de um primeiro semestre de baixa produção legislativa por parte dos vereadores, a Câmara do Rio voltou do recesso mantendo a tradição. Apesar do ritmo de trabalho ter sido intenso desde o início de agosto, os projetos mais importantes na Casa continuam sendo de iniciativa do Executivo.
Os vereadores começaram a discutir, por exemplo, a proposta do prefeito Eduardo Paes que dá desconto de até 50% no IPTU por meio de créditos gerados com a Nota Fiscal Eletrônica (NFE). Está na pauta da Casa também, com mais de três anos de atraso, o projeto de reformulação do Plano Diretor. Os vereadores ainda estão analisando o Plano Plurianual (PPA) enviado por Paes. Um dos principais projetos enviados pelo prefeito já foi aprovado: a transformação dos guardas municipais em servidores públicos.
Apesar de ter maioria na Câmara, Paes sofreu duas derrotas importantes na Casa. Uma foi a derrubada do veto ao projeto da vereadora Teresa Bergher (PSDB) determinando que os Postos de Saúde Municipais funcionem até as 20h, de segunda à sexta-feira. A outra foi a decisão dos vereadores de manterem o tombamento do Cassino da Urca. O prefeito deve recorrer à Justiça contra as duas decisões.
A polêmica política também marcou a Câmara no período. Depois de sucessivas críticas ao governador Sérgio Cabral, a vereadora Clarissa Garotinho foi destituída da função de líder do PMDB na Casa.
DIÁRIO OFICIAL
CÂMARA MUNICIPAL
Sessões realizadas: 10
Sessões com falta de quórum: 6
Dias úteis sem sessão: 11
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Sessões realizadas: 12
Sessões com falta de quórum: 03
Dias úteis sem sessão: 9
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Sessões realizadas: 17
Sessões com falta de quórum: 0
Dias úteis sem sessão: 9
últimominuto
01h36
Brasil
Serra lidera pesquisa, seguido por Dilma e Ciro
01h35
Brasil
01h35
Brasil
20h22
Brasil
Polícia quer retrato falado de suspeito de abusar de aluno
20h15
Brasil
Protestos contra Ahmadinejad dividem especialistas
nossaseleção
economia
PETRÓLEO
Rio enfrenta hoje batalha na Câmara por pré-sal


rio
NOVEMBRO QUENTE
Recorde de calor pesa nas contas de água

brasil
POLÍTICA
Serra lidera pesquisa, seguido por Dilma e Ciro

diversão&tv
'VIVER A VIDA'
Helena e Marcos se encontram em hospital e voltam às boas

maislidas

rio

Recorde de calor no ...


diversão & tv

'A Fazenda 2': ...
Rio - Dos 61% dos votos que tiraram a bandeirinha ...


rio

Promotor de Justiça ...
Rio - O promotor de Justiça Vinicius ...


diversão & tv

Bandido deu balas ...
Rio - Assaltados semana passada ao deixarem um ...












