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27.10.09 às 01h33 > Atualizado em 27.10.09 às 01h39
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Família acusa hospital por morte de criança

Médica do Souza Aguiar receitou dipirona e soro caseiro para menino com fratura de crânio

Rio - A direção do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, informou ontem que vai abrir uma sindicância para apurar o atendimento prestado a Wanderson de França dos Santos, 7 anos. O garoto morreu na madrugada de domingo devido a hemorragia, traumatismo e fratura de crânio, segundo o atestado de óbito.

 

Adriana é amparada pelo marido. Foto Fábio Gonçalves/Agência O Dia

Na madrugada de sábado, Wanderson, que havia caído e batido com a cabeça no chão, foi atendido no hospital e liberado com a orientação de tomar soro caseiro e dipirona.

“Essa médica matou meu filho. Ela deveria ter mandado fazer radiografias ou tomografia para saber se tinha alguma fratura. Ela simplesmente me disse que meu filho estava com desidratação sem ter certeza disso”, desabafou Adriana de França durante o enterro da criança, no Cemitério de Irajá.

Adriana contou que o menino caiu de um muro de 1,5 metro e bateu com a cabeça, sexta-feira à tarde, em Acari, onde morava. Ela afirma que não levou a criança imediatamente para o hospital porque seu filho parecia bem e não sentia dores. Na madrugada de sábado, no entanto, Wanderson começou a vomitar e a gemer de dor.

“Resolvi levá-lo no Souza Aguiar porque é um hospital grande e achei que seria bem atendido. A médica examinou meu filho superficialmente, deu soro e liberou meu menino”, relata Adriana, que vai registrar queixa na 27ª DP (Vicente de Carvalho) por omissão de socorro contra a médica. “Meu filho morreu nos meus braços, falando comigo.”

Durante o sepultamento, o clima era de revolta. A mãe da criança precisou ser amparada por familiares.

 

 
 
 

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