Remédios mais caros na terça-feira
Na data, chegam as listas com os novos preços. Mais consumidos subiram 5,91%
POR PRISCILA BELMONTE, RIO DE JANEIRO
Rio - Em vigor desde o dia 1º, o reajuste máximo de 5,91% nos preços dos remédios começará a pesar no bolso terça-feira, quando as farmácias do Estado do Rio receberão a nova tabela.
Clique e confira a relação dos remédios disponíveis na farmácia popular, que saem bem mais em conta

Foto: Divulgação
Nessa relação, 34 medicamentos tiveram o aumento máximo. Entre eles, estão Proscar (tratamento de próstata), Adalat (hipertensão) e os antibióticos Benzetacil, Cefamox e Daktarin. Outros 17 da lista pesquisada tiveram reajuste de 5,9%, bem perto do teto, incluindo os muito consumidos Prozac e Aldomet. Só três remédios não subiram: Deprax (antidepressivo), Parasin (verme) e Monocordil (coração). Segundo o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a concorrência entre as farmácias deve ser explorada pelos consumidores na hora de tentar escapar dos reajustes: “O varejo não está proibido de praticar promoções e quem estiver disposto a pesquisar poderá economizar”.
NAS BANCAS: O DIA publica em primeira mão hoje os novos preços das 100 apresentações de remédios mais consumidas pelos cariocas.
De acordo com Braz, os idosos são os mais afetados, pois comprometem, em média, o dobro da renda na compra de medicamentos. Ele explica que, na inflação geral, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), para cada 1% de aumento, o impacto no índice é de 0,02 ponto percentual. “Significa que, se o aumento for de 5% em média, o impacto no IPC em abril pode chegar a 0,10 ponto. Para os idosos, que gastam mais com alguns medicamentos (entre eles cardioterápicos e antidepressivos), o impacto no IPC3-I, índice da terceira idade, pode ser de 0,20 ponto — o dobro”.
Alta igual para de marca e genérico
Com o pai de 70 anos internado no Hospital Municipal Souza Aguiar, o técnico em construção civil Sidnei Veiga, 46 anos, teve que desembolsar R$ 71,18 pelo genérico do Finasterida 5 mg, da Sandoz, indicado para o tratamento de dilatação da próstata. “Era para o hospital fornecer o remédio de graça”, reclama. “Os gastos na farmácia são altíssimos”, completa. Aposentado, Jairo Perretti, 62 anos, também se queixa dos gastos com medicamentos. “O governo deveria bancar parte dessa despesa, subsidiando a indústria”, sugere.
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