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08.09.09 às 01h14
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Idosos cariocas entre os mais independentes

Cidade tem 5ª maior taxa de pessoas acima de 60 anos capazes de fazer atividades sem ajuda

POR FLÁVIA SALME, RIO DE JANEIRO

Rio -  Os idosos do Rio de Janeiro estão entre os mais independentes do País. Pesquisa do IBGE sobre os Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil, divulgada na semana passada, mostrou que a cidade tem uma das menores taxas de incapacidade funcional (deficiência para realizar atividades básicas diárias, como caminhar e subir escadas, segundo a Organização Mundial da Saúde). O Rio perde para São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT).

Foto: Banco de imagens
Idosos se exercitam em aula de ginástica do Projeto Longevidade, na Praça Xavier de Brito, na Tijuca

Na cidade do Rio, só 19% dos homens com mais de 60 anos têm dificuldades para agir com autonomia e independência. Em São Paulo, que tem o menor número de idosos com incapacidade funcional, são 15%. Entre as cariocas da mesma faixa etária, só 26,7% sofrem com o problema da mobilidade, contra 20,1% das paulistas, que foram apontadas como as mais independentes.

Mas qual será o segredo dos idosos cariocas? De acordo com o médico Roberto Lourenço, chefe da geriatria do Hospital São Vicente de Paulo, na Tijuca, a 'fórmula' é composta por atividades físicas constantes, nutrição balanceada e controle das doenças ao longo da vida. “Metade das pessoas a partir dos 60 anos apresenta problemas como hipertensão. É como se o organismo pifasse. Por isso, é fundamental adotar cuidados para retardar essa tendência. A cidade oferece meios para os idosos viverem bem e isso pode ter influenciado o resultado”, explica.

A cidade dispõe de quatro academias da Terceira Idade: em Copacabana, Santa Cruz, Campo Grande e Recreio dos Bandeirantes. Até o fim do ano, outras 50 começarão a funcionar em diferentes bairros, como Centro e área da Leopoldina. A ação vai reforçar o projeto Ginástica na Praça, que hoje concentra 120 núcleos com cerca de 18 mil idosos praticando atividades físicas gratuitas. A capital também conta com a Universidade Aberta da Terceira Idade, da Uerj, que além de serviços de saúde gratuitos, oferece atividades educativas e socioculturais e ações que buscam a inserção social para a população acima de 60 anos.

Iara Meireles, presidente da ONG Amigos da Terceira Idade, que também oferece atividades gratuitas para idosos, na Fortaleza de São João, na Urca, reconhece os esforços, mas defende que ainda há muito o que fazer. “A parte psicomotora tem a maior demanda, mas o apoio psicológico é necessário porque um dos principais problemas ainda é a solidão”.

DICAS

ACADEMIAS

DA TERCEIRA IDADE
(2ª, 4ª e 6ª, aulas de 7h às 8h e de 8h às 9h):
Praça Serzedelo Corrêa, Copacabana
Posto de Saúde Mário Rodrigues Cid, Campo Grande
Posto de Saúde Aluísio Amâncio, Santa Cruz.
Posto de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho, Recreio

ONGATI - Atividades psicomotoras de 2ª a 6ª, a partir das 7h
Incrições: 2235-6208

UNIVERSIDADE ABERTA DA TERCEIRA IDADE
Tel: 2334-0168 e 2334-0604

 
 
 

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