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07.11.09 às 21h21
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Ator de 'Viver a Vida' lembra do começo da carreira no Clube das Mulheres

POR NATALIA VON KORSCH , RIO DE JANEIRO

Rio - Antes de ser o negão de tirar o chapéu que abalou o coração de Helena (Taís Araújo) como o modelo André, de ‘Viver a Vida’, o mineiro Antônio Firmino, 30 anos, precisou tirar (muitas) outras peças de roupa para sobreviver como ator. Explica-se: em 2004, recém-chegado de sua Belo Horizonte natal, ele demorou a se firmar na profissão em um Rio de Janeiro ainda desconhecido. Sem contatos, sem dinheiro e tendo que pagar as contas, Firmino bateu na porta
do Clube das Mulheres e, em pouco tempo, transformou-se no principal dançarino do local, como revela à TV TDB!.

Os nove meses passados como gogo boy no clube Dito e Feito, na Praça Quinze, não são motivo de vergonha para o ator, que fez também as novelas ‘Duas Caras’, ‘Malhação’ e ‘Cobras e Lagartos’. “Eu vim com dinheiro para ficar apenas três meses no Rio. O tempo acabou e eu não conseguia trabalho. Um amigo me indicou então o Clube das Mulheres. Tive que dançar para comer e pagar contas, mas era divertido. Foi um período legal da minha vida, do qual não tenho por
que me envergonhar”, conta ele, que de vez em quando aparece no clube para matar as saudades dos amigos.

'Tive que dançar para comer e pagar contas. Era divertido. Não me envergonho' | Foto: João Laet / Agência O Dia

Como aquele era o único palco que lhe restava no momento, Firmino incrementou suas apresentações com um toque de circo e muito de interpretação. Até cuspir fogo no meio da mulherada o moço cuspiu, com um de seus personagens mais populares, o Fantasma da Ópera. “Eu queria fazer uma coisa diferente, mais teatral, e foi muito bom. O Fantasma se tornou um dos personagens mais famosos do clube, tudo muito fora do convencional. Eu começava o show cuspindo fogo, mas nunca queimei o cabelo de ninguém”, brinca Zulu, como era conhecido entre as frequentadoras.

Ele também tirava o fôlego das ‘zuluzetes’ — meninas que estavam sempre em seus shows — vestido de malandro da Lapa, enquanto se despia ao som de Alcione e sua música ‘Meu Ébano’. Despia-se, aliás, é maneira de falar, já que no local os dançarinos são impedidos de ficar nus. “É tudo muito profissional, ninguém pode ficar completamente pelado, no máximo de sunga. O dançarino está lá para estimular o fetiche da mulher, mas ela tem que te ver e desejar o marido dela. A gente só criava a expectativa”, explica.

Na época, Firmino já namorava a atual mulher, com quem está casado há um ano e meio. Mas, mesmo com o moço se apresentando no Clube das Mulheres três vezes por semana, ela nunca chegou a vê-lo em ação. “Ela morava em Belo Horizonte e preferia não ver quando estava aqui. Mas ainda tenho vontade de fazer o show só para ela, apesar de eu saber que vai rir. A gente tem muita intimidade, aí não fica tão sexy. Uma vez eu esbocei alguma coisa e ela achou super engraçado”, lembra o ator, pai de uma menina de 2 anos, aos risos.

Atualmente dando aulas de teatro, Firmino torce para voltar logo a gravar ‘Viver a Vida’. Repetidamente citado por Helena como o grande amor de sua vida — de quem teria inclusive abortado um filho —, André é a carta na manga do autor Manoel Carlos para uma possível virada de mesa da modelo. “Quem sabe eles não ficam juntos de novo?”, despista o ator.

 
 
 

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