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16.11.09 às 01h24
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Mercadão de Madureira faz 50 anos e se consagra como ponto turístico

POR SARA PAIXÃO, RIO DE JANEIRO

Rio - Inteiraço, o Mercadão de Madureira completou ontem 50 anos. Há cinco décadas, comerciantes festejaram em um churrasco a entrega dos estandes que substituíram o mercado informal, antes instalado no espaço onde é hoje a quadra do Império Serrano.

Com 580 lojas distribuídas em dois andares e 13 galerias, o Mercadão na Rua Edgar Romero 239 funciona de segunda a sábado, das 6h às 19h, e, aos domingos, das 6h às 12h, recebendo 80 mil pessoas por dia. Por seu festival de cores e aromas e suas histórias, vai até virar livro e documentário, que serão lançados dia 14 de dezembro, no CCBB. O espaço é ponto turístico no subúrbio carioca.

Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Compro queijos, legumes e verduras. Até para quem está sem dinheiro vale o passeio, diz Arlinho Cruz | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

“Compro queijos, legumes e verduras. Até para quem está sem dinheiro vale o passeio. Lá se pode ver bichos e sair com várias receitas à base de ervas”, conta Arlindo Cruz, ilustre frequentador. Os animais a que se refere o sambista são os bodes, galinhas, pombos e ratinhos à venda em lojas como o Aviário Estrela do Mar. Como o espaço é point de artigos de Umbanda nada mais normal que lá se encontre a matéria-prima para as oferendas.

No Mercadão de Ervas está a cura para todas as doenças, até as de amor. A fila na barraca da Dona Célia, 79 anos, entrega que ali funciona uma verdadeira farmácia. “Minha mãe tem saúde de ferro. Temos semente de sucupira que combate gastrite e artrose. Com girassol, manacá e milome se faz o Banho do Amor, para arrumar namorado”, ensina Fátima da Costa, filha de Dona Célia. Os banhos como ‘Chama Freguês’ e ‘Quebra Olho Grande’ custam R$ 2 no Mundo dos Orixás.

O português José Branco, da GB Mercearia, chegou por lá há mais de quatro décadas como vendedor: “Nunca pensei que um dia teria minha loja”. O proprietário Helio Sillman relembra o fogo que destruiu 80% das instalações do centro comercial. “Após o incêndio em 2000, ficamos 1 ano e meio em obras e, ao reabrir, o movimento estava fraco. Por isso, fizemos um axé, um banho de pétalas de rosa nas escadarias do Mercadão, e o movimento voltou a ser como antes. Nossa Festa de Iemanjá, dia 29 de dezembro, é para agradecer”, entrega.

 
 
 

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