Um dos vocalistas do grupo Kiss fala da expectativa para show no Rio, depois de 26 anos
POR KAMILLE VIOLA, RIO DE JANEIRO
Rio - Em 1983, o Kiss tocou no Maracanã para 200 mil fãs ardorosos. Foram 26 longos anos até que a banda finalmente voltasse à cidade (eles estiveram em São Paulo em 1994). “Foi maravilhoso, cheio de amor, paixão, empolgação. Tocar no Maracanã é incrível”, contou o vocalista Paul Stanley, membro original da banda, a O DIA. “Queríamos voltar, mas há questões práticas que quem resolve não é a banda”, explica.

Grupo Kiss. Foto: Divulgação
Agora, eles vêm para turnê ‘35 Alive’, que comemora os 35 anos da banda e traz os grandes sucessos do Kiss. No Rio, se apresentam dia 8 de abril na Praça da Apoteose, com ingressos entre R$ 160 e R$ 350.
“É uma noite para celebrar o Kiss. Vamos tocar todas as grandes músicas que as pessoas esperam”, garante Stanley. Ao ser informado de que tem fãs como o grupo Destroyer, que há 25 faz cover do Kiss (um dos finalistas de concurso de imitações do ‘Faustão’), ele não se espanta: “Temos fãs dedicados! O único relacionamento que dura, seja de amor ou amizade, é o que tem dois lados”, diz.
FÃS PERGUNTAM A PAUL STANLEY
A turnê no Brasil vai ser igual aos shows na Europa? (Bernardo Cruz, Rio de Janeiro)
— Vai ser a mesma estrutura, estamos levando tudo.
Como está o novo disco? (Leonardo Castro, Rio de Janeiro)
— Está incrível, próximo de ‘Love Gun’ (1977) e ‘Destroyer’ (76), soa como essas melodias clássicas. Só tem música da banda. Deve sair em setembro.
Quanto tempo mais você deve continuar com a banda? (Breno Prieto, Brasília)
— Enquanto eu amar o que faço, vou continuar. E não devo deixar de amar tão cedo.
Gene Simmons e Ozzy Osbourne estiveram em reality shows. O que acha desses programas? Faria um? (Carolina Rodrigues, Juiz de Fora)
—A vida dos famosos é fascinante. É entretenimento. Se deixa as pessoas felizes, ótimo. Mas quero manter minha vida realmente privada.
O que acharia de fazer um show novamente com Ace e Peter (da banda original), como fizeram entre 1996 e 2000? (Marcelo Cunha, Niterói)
— Seria injusto com os fãs. Embora alguns não se deem conta, para uma banda ser ótima todos nela têm que acreditar naquilo. O Kiss hoje soa melhor do que nunca. Estamos juntos há oito anos. Um time ganha porque todos os jogadores estão dando seu melhor..
Sobre grupos como o Mini Kiss (formado por anões), Stanley é bem-humorado: “É tudo engraçado. Essa adoração acontece porque amamos o que fazemos e sobrevivemos — aliás, mais do que sobrevivemos, nós vencemos.”
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