Israel considera que 'tudo de ruim' que chega ao O.Médio sai do Irã
Jerusalém (Israel) - O vice-ministro de Assuntos Exteriores israelense, Dani Ayalon, disse hoje que "tudo de ruim que chega ao Oriente Médio vem do Irã" e incentivou o mundo a fazer Teerã pagar o "preço" de seu programa nuclear, em vez de "mostrar os dentes".
Ayalon acusou Teerã de desestabilizar a região com seu "apoio a organizações terroristas", que têm "cada vez mais intensidade e volume", como mostra - disse - o anúncio feito hoje no Parlamento israelense pelo chefe da inteligência militar, Amos Yadlin, sobre que o movimento islâmico palestino Hamas tenha testado com sucesso foguetes capazes de alcançar Tel Aviv a partir de Gaza.
Em entrevista coletiva no Centro Jerusalém de Assuntos Públicos, um grupo de estudo estratégicos com sede nesta cidade, Ayalon também acusou Teerã de "estender sua influência a todo o mundo".
Nesta situação, Ayalon, membro do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu, defendeu "mudar a equação" e "passar aos iranianos o dilema" atual da comunidade internacional a respeito dos planos nucleares de Teerã.
"O Irã tem que entender quais são os limites" e que "se continuar violando resoluções das Nações Unidas e o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, haverá um preço", disse.
De acordo com Ayalon, até agora, "não houve um preço", mas "apenas se mostraram os dentes", mas disse que, se a comunidade internacional aumentar a pressão, o Irã "fará a escolha apropriada, a fim de manter o poder".
"Não é um ditado divino que o Irã se transformará em uma potência nuclear (...). Não tem tantas cartas ao negociar, como quer fazer acreditar. É um país vulnerável com uma economia frágil que não suportaria sanções econômicas", ressaltou.
Sobre o tema palestino, o vice-ministro disse que seu país fez "propostas de grande alcance" à Autoridade Nacional Palestina (ANP) para que retome o diálogo de paz com Israel, estagnado desde o final de 2008, algo que - previu - acontecerá "em poucos meses".
Israel se declara disposto a retomar o diálogo de paz com a ANP, mas os palestinos exigem primeiro o fim da expansão dos assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, alinhado às obrigações dentro do Mapa de Caminho.
Ayalon disse hoje que esta exigência é um "erro ético" e "político".
Além disso, pediu aos países árabes que invistam pelo menos US$ 10 bilhões na Cisjordânia ocupada, algo que poderia "fazer milagres" e "levar a economia palestina quase ao nível" da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
As informações são da EFE
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