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06.11.09 às 10h20
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Tempestade Ida deixa 8 mil desabrigados na Nicarágua

Nicarágua - A tempestade tropical Ida entrou nesta sexta-feira pelo litoral caribenho da Nicarágua e se mantém estacionada nessa região pouco povoada do país. A tempestade se deslocou pouco nas últimas horas e continua seu enfraquecimento, após deixar 8 mil desabrigados, um desaparecido e danos materiais ainda não calculados.

O Instituto Nicaraguense de Estudos Territoriais (Ineter) informou em comunicado que a tempestade estava às 16h no horário local (18h de Brasília) a aproximadamente 148 quilômetros ao norte de Bluefields e a 85 quilômetros ao sul-sudoeste de Puerto Cabezas, capital do Caribe Norte da Nicarágua.

A fonte informou que mantém ventos máximos sustentados de 95 km/h com sequências superiores a este valor, se desloca rumo ao norte-noroeste a 6 km/h e se espera um giro mais em direção ao norte durante a noite. "É muito provável que este sistema continue debilitando-se nas próximas horas e poderia alcançar a categoria de depressão tropical, devido a seu deslocamento em terra", acrescenta a nota informativa de Ineter.

O chefe da Defesa Civil, general Mario Perezcassar, informou em declarações que o número de desabrigados chega a 8 mil pessoas e que 4.449 estão em albergues temporários e que o Governo está preparado para fornecer alimentos durante oito dias aos habitantes afetados pela tempestade.

Perezcassar indicou que nas próximas horas se enviará ao Caribe uma equipe de especialistas para começar a avaliar os danos materiais causados pela tormenta no setor de imóveis, infraestrutura elétrica e instituições do Estado.

"Este fenômeno é o mais estranho que tivemos, os fenômenos anteriores provocavam fortes chuvas e ventos, nos alertando e dando a possibilidade de mobilizar-nos, este nos pegou de surpresa", informou a Efe o prefeito de Laguna, Robert Cuthbert.

A tormenta chegou à superfície pouco antes das 07h hora local (11h de Brasília) como furacão no centro da costa leste da Nicarágua com ventos máximos sustentados de 120 km/h e foi se degradando até virar tempestade tropical, arrastando ventos máximos sustentados de 100 km/h.

A temporada de furacões no Atlântico começou dia 1ª de junho e finaliza no próximo 30 de novembro.

As informações são da EFE

 
 
 

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