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14.10.09 às 03h53
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Organizadores preparam documentos para fazer Parada Gay em Caxias no feriado de 15 de novembro

Prefeito diz que está disposto a conversar com o grupo que promove o evento

Rio - O Grupo de Pluradidade e Diversidade de Duque de Caxias pretende remarcar a Parada Gay da cidade para o dia 15 de novembro. “Vamos dar entrada na documentação que a prefeitura diz ser necessária agora. Não queremos briga com ninguém, só o direito de fazer o evento”, afirma a presidente da entidade, Sharlene Rosa.

epois de causar polêmica ao proibir a realização do evento no domingo passado, em Duque de Caxias, o prefeito José Camilo Zito disse ontem que está disposto a conversa com os organizadores.

Hoje, o superintendente dos Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos, Claudio Nascimento, deve encaminhar dois ofícios para que o Ministério Público Estadual (MPE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrem com ação judicial para derrubar a proibição.

Para a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Margarida Pressburger, os argumentos do prefeito são discriminatórios. “É possível ver crianças fumando crack pelas ruas do Centro do município. Ter cracolândia pode, mas a Parada Gay, não?”, questionou a presidente da comissão.

A posição de Zito também é questionada por Sharlene Rosa, que organizou o evento. “A cada hora o prefeito fala uma coisa. Eu quero saber se no ano que vem, ele vai usar a vila olímpica ou as ruas para fazer campanha”, compara ela, referindo-se à proposta de Zito de realizar o evento na vila olímpica do municipio, em vez de usar a Avenida Brigadeiro Lins e Silva, no Centro, como queriam os organizadores. A ativista garante que fez todos os procedimentos necessários para a realização da parada.

Zito se defende: “A minha ideia é mostrar a essa comissão que há leis a serem cumpridas”. Ele ainda afirmou que as regras valem para qualquer evento dentro do município. “Essa atitude não é só para a Parada Gay, mas com qualquer manifestação que venha a causar transtorno para a cidade”.

 
 
 

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