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03.11.09 às 15h40 > Atualizado em 03.11.09 às 20h19
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Crack: tratamento de cada jovem custará R$ 2,5 mil por mês ao município

POR RICARDO ALBUQUERQUE, RIO DE JANEIRO

Rio - A prefeitura do Rio inaugurou nesta terça-feira três centros de Atendimento para Tratamento de Crianças e Adolescentes Usuários de Crack, um em Campo Grande e dois em Sepetiba, na Zona Oeste da cidade. A medida faz parte do Plano de Ação contra o uso do crack no Rio, lançado prefeito Eduardo Paes, nesta tarde no Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul do Rio. De acordo com a prefeitura, cada jovem custará ao município R$ 2,5 mil por mês.

Foto: André Mourão / Agência O Dia
O secretário municipal de Assistência Social, Fernando Willian, e o prefeito Eduardo Paes, durante o lançamento do Plano de Ação contra o uso do crack, no Palácio da Cidade. Foto: André Mourão / Agência O Dia.

Com capacidade para receber 20 jovens cada um, os centros trabalharão na prevenção e tratamento do vício do crack. Até o final do mês de novembro, outro centro, para até 20 mulheres adultas, deve ser aberto no Rio Comprido, na Zona Norte do Rio.

"Trata-se de um trabalho de prevenção, psicossocial, em que se entende a internação como a última instância de tratamento. Será uma luta constante, na qual não nos omitiremos. Vamos buscar apoio de outras esferas de governo, atuar em diferentes caminhos, e esperar que as respostas aconteçam. Seremos firmes nesse trabalho – afirmou o prefeito, endossado pelo secretário de Assistência Social", afirmou o prefeito Eduardo Paes.

Durante o lançamento do plano, Paes estava acompanhado do secretário municipais de Saúde, Hans Dohmann; de Assistência Social, Fernando Willian; e de Educação, Cláudia Costin.

Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Três novos centros de tratamento aos dependentes de crack foram inaugurados nesta terça-feira na Zona Oeste. Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia

O programa foi desenvolvido pelo grupo de trabalho criado no fim de maio, reunindo todos os níveis de governo e poder, além de representantes da sociedade civil. O trabalho da Secretaria de Educação no Plano de Ação é atuar passando informações de prevenção às drogas nas mais de mil escolhas do município.

"Julgamos que é nossa obrigação trabalhar antes que a criança se envolva com qualquer tipo de droga. É fundamental que as escolas ofereçam ensino e orientação de qualidade. A droga não aparece da noite para o dia, e os sinais são dados por essas crianças e jovens", falou a secretária, que anunciou o treinamento de professores da rede municipal para que sejam capazes de identificar se algo de errado está acontecendo na vida dos alunos.

O desembargador Siro Darlan, conhecido defensor dos direitos de crianças e adolescentes, presente ao anúncio da prefeitura, elogiou a criação das primeiras unidades municipais para combater a dependência de drogas, principalmente em crianças em situação de rua, mas ponderou que as 60 vagas são "uma gota d''água" diante do "oceano" de usuários.

"O ideal é investir em prevenção nas escolas, com as famílias, para atingir um público maior. Sessenta pessoas é uma gota d''água dentro desse oceano de pessoas vitimizadas pelas drogas. É uma medida louvável, mas muito tímida", avaliou. "Se tivéssemos investido em educação integral e se na escola esse tema das drogas tivesse sido tratado com responsabilidade, não seria preciso construir casas para 60 crianças", completou.

Outra medida prevista no Plano de Ação é a abertura, ainda em novembro, da Embaixada da Liberdade, que vai atuar na redução dos danos causados pelo consumo da droga, buscando melhorar a autoestima dos usuários e incentivá-los a buscar tratamento. Para o ano que vem, a prefeitura planeja a abertura de dois Centros de Assistência Psicossociais (Caps), além dos dois já existentes.

As duas primeiras unidades serão instaladas nos bairros de Laranjeiras, na Zona Sul, e Manguinhos, na Zona Norte, e podem receber até 25 meninos cada. As unidades oferecerão alimentação e abrigo. O 'Embaixada da Liberdade' é  uma referência a proposta de oferecer ‘exílio' ao menor viciado que vive em áreas próximas as cracolândias. Eles terão opção de ficar no local por um determinado tempo, ou apenas usá-lo para se alimentar e dormir.

Com informações do Terra.

 
 
 

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