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07.11.09 às 01h00
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Figuras de séculos passados passeiam pelas ruas de Paraty

Rio - A montagem teatral Um Passeio na História seria como qualquer outra peça de autores consagrados ou principiantes. Porém, em Paraty, no litoral Sul fluminense e a 252 quilômetros do centro do Rio de Janeiro, o espetáculo é um tour pelas ruas do centro histórico, com os casarios e igrejas que servem de cenário para contar sobre personagens que viveram e fizeram a história da cidade. Apesar de terem vivido em séculos diferentes, neste tour de 28 quilômetros eles convivem, passando uma idéia atemporal. Falam não só da história, mas também da vida que em Paraty se levava nos séculos 17, 18 e 19.

Alguns dos personagens são muito lembrados pelos moradores, como Maria Jácome de Melo, uma senhora do século 16, muito devota de Nossa Senhora dos Remédios, que doou parte de suas terras - entre os rios Perequeaçu e Mateus Nunes - para a construção do segundo vilarejo (o primeiro foi no Morro do Forte e se chamava S. Roque). Outro personagem é o ilustre militar Domingos Gonçalves da Abreu, do século 16. Ele porta uma lança espanhola que exibe um estandarte com o brasão de Paraty, o dos Remédios. Em 1667, foi responsável pela elevação de Paraty à categoria de Vila.

OUTROS PERSONAGENS

Um Passeio na História dura, aproximadamente, uma hora, partindo da praça da Matriz e seguindo para a Casa da Cultura, Igreja Santa Rita, Rua do Comércio, voltando ao ponto de partida. A próxima apresentação será na sexta-feira, dia 13, a partir de 21 horas. O projeto dirigido por Ana Rocha e orientado pelo pesquisador Diuner Mello é acompanhado por moradores locais, estudantes e turistas. A primeira apresentação de Um Passeio na História foi em fevereiro deste ano e de lá para cá, o grupo vem alcançando sucesso e conquistando aplausos de quem excursiona a Paraty, principalmente estudantes, para assistir o espetáculo e ganhar conhecimento.

É muito instigante e curioso ficar frente a frente, nos dias de hoje, com figuras que viveram em séculos passados, como o Capitão Lourenço Carvalho, senhor de engenho, rico, comerciante e dono de tropas de carga; Da. Geralda Maria da Silva, uma senhora riquíssima e beata que, no século 19, custeou e administrou a construção da igreja matriz, e também o rei e a rainha de São Benedito, que presidem a festa do Rosário e falam da vida dos negros. É claro que não faltam a Chiquinha Francesa, moça do povo; o marinheiro Roque; o Menino Imperador do Divino, que representa D. Pedro II na festa do Divino e os guardas, usando trajes da milícia de Paraty no século 18 e portam uma lança, semelhante à dos Dragões da Independência. Na peça, eles têm a função de apresentar o tour e manter os assistentes afastados dos personagens, permitindo que todos vejam a cena.
 

 
 
 

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