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08.11.09 às 03h19 > Atualizado em 08.11.09 às 16h33
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Parque de Madureira promete ser um oásis verde na Zona Norte

Prefeitura arrematará terreno da Light e anuncia que vai transformar cenário do bairro, criando a segunda maior área pública de lazer do Rio

POR CHRISTINA NASCIMENTO, RIO DE JANEIRO

Rio - Projetado para ser a segunda maior área pública de lazer do Rio — perdendo só para o Aterro do Flamengo, na Zona Sul —, o Parque de Madureira, na Zona Norte, finalmente começa a sair do papel. A prefeitura vai oficializar, esta semana, a compra, por R$ 20 milhões, do terreno da Light onde será construído o novo espaço de recreação, que terá 112.942 mil metros quadrados.

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Foto: Reprodução

Estudos apontam que a manta verde de árvores e plantas que vai cobrir o parque pode provocar uma redução de três a cinco graus na temperatura do bairro. A concessionária será a responsável pela realocação de seis torres de transmissão de alta tensão que estão instaladas no local. As obras estão previstas para iniciar no ano que vem. “É um grande investimento na Zona Norte, que por muito tempo esteve abandonada”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.

Às margens da Rua Conselheiro Galvão e próximo ao Viaduto Negrão de Lima, o parque de Madureira terá o equivalente a quase quatro áreas do Passeio Público, no Centro, e cinco vezes a dimensão da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Fontes de água e até uma pequena ilha estão no oásis que a prefeitura promete erguer no cenário que, atualmente, é de excesso de poeira, entulho de lixo, fio de alta tensão e um escaldante calor que registra, nos dias mais quentes, temperaturas de até mais de 40 graus.

“Os estudos apontam para uma redução de temperatura que pode chegar a cinco graus. Estamos falando de um bairro em que praticamente não há árvores. Vamos levar para o coração de Madureira um parque que vai trazer não só lazer, mas qualidade de vida para os moradores”, entusiasma-se o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias.

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Cortado por caminhos sinuosos, ciclovias, pista de cooper, riachos, fontes, alameda de palmeiras e bosques, o parque terá um espaço com palco destinado a apresentações populares. Batizada de Praça do Samba, a área construída em formato circular terá, em um dos acessos, pintados no chão, os símbolos das escolas Portela e Império Serrano, agremiações genuinamente de Madureira.

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“É um resgate de identidade, além de ser nossa homenagem a essas duas importantes escolas da região e uma forma de incentivar entretenimento em um bairro que praticamente não tem opção de lazer”, disse Dias.

Os moradores, no entanto, acreditam que os investimentos da prefeitura precisam vir aliados a planejamento de segurança à altura do superparque. “Estou convencido de que posso ter um pedaço da Zona Sul em Madureira, mas, se não tiver segurança, podemos ter um grande problema na região”, afirma o gerente de vendas Márcio Dias, 38 anos.

Para a vendedora Carla Aparecida Santos, 23, a esperança é de que o parque traga valorização para os imóveis da família. “Se isso tudo sair do papel, tenho certeza de que meus pais e irmãos estarão diante de casas que, no futuro, podem valer até três vezes mais do que valem hoje”, festeja ela.

LAN house pública, ecológica e moderna

Um prédio construído para aproveitar todos os recursos da natureza: da água da chuva à energia solar, absorvida por estrutura de plantas no teto. É assim, seguindo o conceito ‘prédio verde’, que será erguida a Praça do Conhecimento, uma espécie de LAN house pública que vai funcionar dentro do Parque de Madureira. No ambiente, será liberado o acesso à Internet, com acompanhamento de monitores para jovens e adultos. Haverá ainda biblioteca, cantina e cursos de Informática.

Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, a aposta da Prefeitura do Rio é em edificações ecologicamente corretas para seguir o padrão de todas a edificações na nova área de lazer. “É por isso também que os cinco quiosques do parque serão feitos com materiais de características renováveis”, explica Sérgio Dias.

Academia ao ar livre e plantação de frutas

Para os malhadores de plantão, o parque promete ganhar funções de academia ao ar livre. Uma estação de fitness e cinco quadras — sendo duas de futsal — estão no projeto, que inclui ainda aulas de várias modalidades com profissionais de Educação Física durante todo o dia. Para os adeptos de esportes radicais, uma pista de skate também está prevista no projeto inicial.

Outra ideia que deve agradar aos moradores é o espaço destinado para hortas e pomares, que vai margear todo o parque e fará a divisão com o terreno onde ficarão concentradas as torres de alta transmissão. Apesar de a prefeitura ainda não ter decidido como será feito o esquema de plantação, a expectativa é criar algo comunitário.

 
 
 

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