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04.11.09 às 12h17 > Atualizado em 04.11.09 às 13h56
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Polícia Civil faz operação para desmontar quadrilha que fraudava licitações no estado

Rio - A Polícia Civil, através do Núcleo de Combate à Corrupção e a Lavagem de Dinheiro (NUCC-LD), fez operação nesta quarta-feira para desmontar uma quadrilha suspeita de fraude de milhões de reais em licitações no estado do Rio. Cerca de 120 homens de delegacias especializadas deram apoio ao núcleo para que fossem cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em empresas e imóveis do grupo. Esta é a primeira grande operação do NUCC-LD, criado há um ano para investigar crimes conhecidos como de 'colarinho branco'.

A operação, batizada de 'Monopólio', foi realizada nas Zonas Norte e Sul, Região Oceânica de Niterói e Centro. O responsável por uma das empresas que burlava as licitações morava em Itaipuaçu.

Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Policiais dão batida na Avenida Lobo Júnior, no Centro do Rio | Foto: Osvaldo Praddo / Agência O Dia

Os policiais encontraram quilos de documentos em computadores de empresas e imóveis da quadrilha. De acordo com as autoridades, o prejuízo chega a milhões de reais. No total, 24 obras públicas estão sendo investigadas - entre elas a do Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste Rio, além de uma no prédio da própria Polícia Civil.

"Pegamos um grupo muito refinado, o que dificultou muito o nosso trabalho. Por isso é que tivemos de ter muito cuidado na colheita de provas. Ainda não prendemos ninguém por esta razão", disse Flávio Porto, delegado da Polícia Civil. 

A investigação começou com a comissão de licitação da Polícia Civil, que passou a investigar seus próprios contatos - cerca de dez empresas supostamente concorrentes nas licitações eram, na verdade, comparsas. Seus donos dividiam o dinheiro quando uma das empresas saía vencedora do processo. O trabalho foi estendido a outros órgãos, assim como nas escolas e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e, após minuciosa pesquisa, os investigadores suspeitaram da criação de m cartel entre as empresas.

" A comissão permanente da Polícia Civil percebeu que estava acontecendo um revezamento entre estas empresas na participação nas licitações. A partir disso, começamos a investigar", afirmou o delegado.

As investigações da Polícia Civil mostram também que os empresários tinham a ajuda de servidores públicos e ainda superfaturavam as obras em 10% e 20% de seus valores originais. Os empresários vinham sendo monitorados por escutas telefônicas com autorização da Justiça. O esquema funcionava, aparentemente, desde 2000.

 
 
 

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