Treinados para combater o crack
Prefeitura vai capacitar profissionais de educação, assistência social, saúde e guardas municipais para prevenção ao uso da droga
Rio - A Prefeitura do Rio vai capacitar educadores sociais, professores, profissionais de assistência social, saúde e da Guarda Municipal para entrar na guerra contra o crack. Ontem, foram inaugurados três centros de atendimento para tratamento de crianças e adolescentes usuários da droga, em Sepetiba e Campo Grande, conforme O DIA noticiou na semana passada.

Adolescente é uma das quatro internas de novo centro, em Sepetiba
As unidades abertas vão atender 40 meninos e 20 meninas de 7 a 17 anos. O atendimento a cada interno custará R$ 2.500, um investimento total de R$ 150 mil por mês.
Os professores municipais serão as armas no trabalho de prevenção à droga, orientando pais sobre possíveis mudanças de comportamento dos alunos. A rede pública conta com 36.265 professores do Pré-Escolar ao Ensino Fundamental.
“O crack não tem solução imediata. A internação do dependente é a última instância, embora estejamos inaugurando três unidades de tratamento hoje (ontem). Mas nosso maior objetivo é preparar o olhar do professor para que ele possa instruir os alunos e relatar aos pais as alterações de comportamento”, explica Paes. O plano de combate ao crack também prevê a criação de campanhas publicitárias.
Dados da Secretaria Municipal de Assistência Social indicam que o crack atinge 80% dos 750 menores de rua que circulam pela cidade. Em 2005, 13% das crianças e adolescentes de usavam a droga.
Um quarto centro de referência em tratamento de dependentes de crack será inaugurado dia 20. Um convênio com o Albergue Irmã Dulce permitirá o atendimento exclusivo a mulheres maiores de 18 anos, apontadas por técnicos da secretaria como a faixa etária em que há maior crescimento de consumo da droga.
O Rio ganhará também Centro de Atenção Psicossocial (Caps). O Ministério da Saúde autorizou a habilitação da unidade em Santa Maria Madalena e vai repassar por mês R$ 21.804 para atendimento de pacientes com transtornos mentais. A unidade vai acolher pessoas com problemas relacionados ao consumo de álcool e drogas.
Já o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, anunciou a inauguração de mais dois Caps na cidade do Rio, ano que vem. Nos Caps, há acompanhamento psicológico e assistência social.
Quatro meninas inauguram clínica
Viciada em crack desde os 9 anos, T., hoje com 12, é uma das quatro meninas já internadas no Instituto de Abstinência Dr. Bezerra de Menezes, em Sepetiba. No primeiro dia, ela já admitiu a dificuldade de ficar longe das ruas e das drogas: “Sei que é uma bobeira fumar crack, mas é muito difícil segurar quando bate a ‘nóia’. Dá vontade de sair gritando até alguém me dar uma pedra”.
A exemplo de T,. as outras três meninas também já se prostituíram para conseguir a droga. O caso mais difícil é o de G., 15 anos, internada pela segunda vez. A adolescente contou que os pais são viciados em drogas e muitas vezes o consumo era em família.
Reportagem de Mahomed Saigg e Ricardo Albuquerque
últimominuto
11h15
Rio
Presos ladrões de fio de cobre em Jacarepaguá
11h13
Rio
Quatro pessoas são presas por ataque a ônibus em São Gonçalo
10h49
Rio
Detro apreende 40 veículos piratas em operação na capital
10h20
Rio
Casal morre atropelado na Avenida Brasil, altura de Campo Grande
09h03
Rio
Polícia Civil investiga invasão de centro espírita em Nova Iguaçu
nossaseleção
economia
SEU BOLSO
Espera de até 15 anos
por perdas na poupança


rio
SEM LUZ
Para uma parte dos
cariocas, apagão é rotina

brasil
POLÍTICA

diversão&tv
BELDADE
Fernanda Paes Leme
posa coberta só por tinta

maislidas

rio

Polícia Civil ...


diversão & tv

Joana Prado: 'Eu me ...
Rio - Joana Prado rejeita tanto o seu passado ...


diversão & tv

Segurança de prédio ...
Rio - O segurança de um prédio ...


rio

Polícia Civil faz ...
Rio - Policiais civis da Delegacia de Roubos e ...












