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23.03.09 às 01h14 > Atualizado em 23.03.09 às 10h46
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Beija-Flor, Portela e Mocidade disputam recursos do governo do Distrito Federal

Bruno Filippo
(Colunista do Dia na Folia)

Enviado especial a Brasília


Num dos mais conhecidos palcos da cidade que por dois séculos foi a capital do Brasil, sua sucessora será uma das atrações principais. O interesse do governo do Distrito Federal em patrocinar o enredo sobre o cinquentenário de Brasília, ao que se junta a crise financeira que se refletiu este ano nos barracões da Cidade do Samba, faz com que três grandes escolas disputem os recursos destinados a homenagear a capital do Brasil. São elas: Beija-Flor, Mocidade e Portela.

Antes do carnaval, publicou-se na imprensa do eixo Rio-São Paulo que o acordo teria sido assinado com a Beija-Flor, pelo que Joãosinho Trinta retornaria à escola. Em verdade, ainda não há acordo com escola alguma; e, oficialmente, a agremiação escolhida só será divulgada no próximo dia 21 de abril, por ocasião do 49ª. aniversário de Brasília.

Na última quinta-feira, dia 19, o presidente da Portela, Nilo Figueiredo, reuniu-se com o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Distrito Federal, Paulo Otávio, a quem demonstrou interesse em desenvolver o enredo. Nilo Figueiredo comprometeu-se a enviar, em trinta dias, uma proposta de enredo e a previsão de custos. Estima-se que o dinheiro público a ser investido seja algo em torno de seis a sete milhões.

Ao fim da reunião, Paulo Otávio disse que o enredo deve fazer referência à Brasília atual, sem alusões a misticismos e a fatos históricos desconhecidos da maioria da população: ''A principal idéia é motivar as pessoas a virem visitar Brasília, queremos levantar a autoestima do Brasil pela construção de Brasília', disse, em declaração ao jornal Correio Brasiliense.

A primeira escola a enviar representantes para tratar do enredo foi a Mocidade. A escola de Padre Miguel conta com um apoio de peso: a filha de JK,  Maristela Kubistschek, que se emocionou ao saber da proposta inicial do enredo de estabelecer um paralelo entre a estrela-guia, símbolo da escola, com a trajetória de vida de JK. “No dia 6 de fevereiro, Maristela nos recebeu em sua residência para conhecer o projeto de enredo. Na ocasião, ela se disse muito emocionada com recorte dado a ele. A Mocidade é a única escola do Rio que tem signo semelhante à história de JK e à construção de Brasília, já que toda a trajetória da vida de JK foi acompanhada por uma estrela-guia”, disse José Antônio Rodrigues, um dos idealizadores do enredo.  

A pedido de Maristela, dois captadores de recursos que representavam a escola reuniram-se no início de março com o secretário de Cultura do Distrito Federal, José Silvestre Gorgulho, e com o deputado federal Roberto Brant. A visita do presidente da Mocidade, Paulo Vianna, ao secretário Paulo Otávio está para acontecer nos próximos dias.     

Já a Beija-Flor não mandou representantes; mas seu interlocutor em Brasília é o empresário e ex-secretário de Cultura Ricardo Marques, que assinou com a agremiação contrato pelo qual se propõe a viabilizar patrocínio para a escola. Ele se diz confiante: 'Nosso projeto é grandioso, contempla a participação de Joãosinho Trinta e Oscar Niemayer, além de um desfile da escola aqui em Brasília no dia em completará cinquenta anos', disse.

Outra escola que mandou emissários foi a Viradouro. Fizeram apenas sondagens, nada de concreto ou oficial foi apresentado.

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