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01.09.09 às 02h14
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Oferta de proteção

Preso por chefiar milícia, PM admitiu que tinha serviço de segurança

Rio - Preso semana passada acusado de comandar uma milícia que atua em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, o sargento da PM Juracy Alves Prudêncio, o Jura, admitiu em depoimento à 56ª DP (Comendador Soares) que costumava oferecer serviços de proteção a comerciantes da região, para evitar roubos. Jura compareceu espontaneamente à delegacia, em 2006, após a morte de Carlos Alberto Ezequiel, o Pará, líder de grupo rival.
Ontem, cerca de mil pessoas realizaram protesto na Rodovia Presidente Dutra, em favor do sargento.

A 56ª DP também apurou participação de Jura na tentativa de assassinato de Josias Faustino Rodrigues, o Nino, outro integrante do Bonde do Pará. Além do sargento, o cabo César Sisnande dos Santos, o Chorrão, Washington das Neves de Melo e Ubiraci Araújo Fonseca, o Bira, também prestaram depoimento no inquérito 056-02476/2006. Os dois últimos continuam foragidos.

Na época, Washington afirmou que fazia parte do grupo de seguranças de Pará, mas que passou a integrar o Bonde do Jura. Bira disse que era do “grupo de segurança do comércio” chefiado por Jura e que o sargento “combate a criminalidade na localidade”.

Ao depor, Jura afirmou que “costuma ajudar a população de Nova Iguaçu socialmente e com serviços policiais a comerciantes que o ajudam na campanha política”. Ele disse, ainda, que os milicianos do Bonde do Pará “o invejam e fazem denúncias por medo de perderem a segurança”.

No protesto de ontem, um grupo guiado por um carro de som fechou a pista em direção ao Rio da Via Dutra, altura de Comendador Soares, por 30 minutos. “Jura não é terror, Jura é amor”, dizia uma das faixas.

 
 
 

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