Rio - Equipes da Polícia Federal passaram todo o dia de ontem em busca do ex-deputado estadual Álvaro Lins, considerado foragido da Justiça. Vários endereços foram checados. Segundo a defesa, o delegado continua internado numa clínica de repouso, no Rio, e aguarda alta médica para se entregar. Contra ele, há mandado de prisão expedido pela Justiça Federal.
Lins é acusado pelos procuradores Maurício da Rocha Ribeiro, Cristina Schwansee Romanó e Paulo Fernando Corrêa, que em maio denunciaram o advogado na Operação Segurança S/A, da PF, de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e formação de quadrilha armada.
O advogado Leonardo Siqueira afirmou que o cliente não pensa em deixar o País e que as informações de que ele procuraria abrigo político na Argentina são fantasiosas. “Só se for o Maradona que vai oferecer”, brincou.
ESTRESSE
Siqueira enfatizou também que o ex-deputado tem um histórico de estresse, por isso teria ficado debilitado e tido crise com a perda do mandato e o novo pedido de prisão.
A Operação Segurança Pública S/A decorre da continuação de apurações da Operação Gladiador, desencadeada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal, em dezembro de 2006, da quebra de sigilo fiscal de Lins e de investigações posteriores de documentos colhidos pela PF.
Durante a Operação Segurança S/A, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador Anthony Garotinho, acusado de formação de quadrilha armada, por ter dado sustentação política à “organização criminosa”, supostamente comandada por Lins.