Rio - O deputado estadual e ex-chefe de Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins, preso na Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, Centro do Rio, desde a manhã desta quinta-feira, recebeu a visita de sua esposa, um cunhado, uma cunhada e uma defensora pública, na manhã desta sexta-feira. Mais cedo, ele conversou por 15 minutos com seu advogado Manuel de Jesus Soares.
Segundo o advogado, Álvaro está abatido e alegando que sua prisão é ilegal. Dependendo da decisão da Mesa Diretora da Alerj de soltar ou não o deputado, o advogado irá entrar com pedido de relaxamento de prisão na Justiça. Manuel questionou o fato de seu cliente estar indiciado desde o dia 5 de maio e só ser preso em flagrante nesta quinta-feira, dia 29. Segundo ele, o processo tem 150 páginas e ele ainda não terminou de ler, pois o recebeu na noite desta quinta-feira.
Cela conhecida com "galinheiro"
Álvaro Lins, o policial Ricardo Hallak; e o atual sogro de Álvaro, Francis Bullos, que é vereador em Barra Mansa, passaram a noite em uma cela conhecida com "galinheiro". O local de seis metros quadrados tem apenas colchonetes e cadeiras. Para ir ao banheiro, que fica é área externa, os presos precisam tocar uma campainha e um agente os acompanha.
Eles acordaram por volta das 7h e pediram que o café da manhã fosse comprado, com recursos próprios, em uma padaria próxima. Eles lancharam sanduíches, café e sucos. A cela é monitorada por câmeras 24 horas.
Os homens foram presos nesta quinta-feira na operação da Polícia Federal chamada Segurança Pública S/A. Os três devem ser transferidos nesta sexta-feira. Um opção seria o presídio de Bangu 6, no Complexo Penitenciário de Gericinó, mas lá estão outros policiais que foram presos por eles.