Rio - A Ampla cortou nos últimos dias o fornecimento de energia das prefeituras de Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Maricá e Armação dos Búzios por falta de pagamento. No total, os quatro municípios devem à concessionária R$ 6 milhões, acumulados somente em 2008. A distribuidora preservou o fornecimento de energia aos serviços essenciais como hospitais, escolas, guarda municipal, corpo de bombeiros e vias públicas.
A Prefeitura de Armação de Búzios foi a primeira a ser cortada. No último dia 26, a concessionária cortou o fornecimento do prédio sede e de outras sete unidades administrativas municipais. A prefeitura de Búzios mantém uma dívida com a
distribuidora no valor de R$ 400 mil.
Já no dia 29, outras três prefeituras (Maricá, Duque de Caxias e Campos dos Goytacazes) tiveram o fornecimento de energia interrompido. O município de Maricá teve a sede e outras quatro unidades administrativas cortadas. A dívida do município com a distribuidora de energia chega a R$ 664 mil.
Em Campos dos Goytacazes, a Ampla cortou a luz do Museu Olavo Cardoso e do Mercado Municipal, ambos da Prefeitura. O município tem uma dívida de R$ 4,3 milhões com a concessionária de energia. A distribuidora também não está realizando o atendimento a novos serviços solicitados pelo município, como pedidos de ligação para eventos.
A Ampla já tinha efetuado o corte no Museu Olavo Cardoso na semana passada. Como a Prefeitura de Campos se comprometeu a pagar a dívida até o dia 29, a concessionária religou a luz neste local. No entanto, como o pagamento não foi efetuado até o prazo estabelecido, a concessionária cortou novamente o fornecimento de energia do museu e também do Mercado Municipal. O município pediu um novo prazo até hoje pela manhã e novamente não cumpriu.
A prefeitura de Duque de Caxias, por sua vez, cuja dívida com a Ampla chega a R$ 544 mil, teve quatro pontos cortados no dia 29, entre eles a Secretaria de Obras e uma quadra esportiva. É importante destacar que durante todos estes processos, a Ampla entrou em contato com as prefeituras para tentar solucionar a questão da melhor forma possível. No entanto, os municípios não aceitaram retomar os pagamentos e pagar as dívidas com a concessionária.