O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Rio
 CAPA
 O TEMPO NO RIO
 Epidemia de dengue
 Caramujos
 Cristo Maravilha
 Chefinho da Rocinha
 Fique Vivo
 Rio de Chinelos
 Buraco da Lacraia
 Blog da Segurança
 Força militar
 Mistura Interativa
 Samba de rede
 Pós-pop
Colunas
Parceiros
 
 
4/2/2008 01:38:00

Bandidos executam aspirante

Cadete da PM morre e colega fica ferido em ataque de criminosos que queriam roubar arma

Andréa Uchôa


Alexandre estava no último ano do Curso de Formação de Oficiais: orgulho da farda. Foto: Reprodução da InternetRio - Um tiro de fuzil destruiu ontem o sonho de Alexandre Kodlulovich Dias, de 21 anos, cadete da Polícia Militar, de se tornar um oficial da PM. Ele e outros dois alunos da Escola de Formação de Oficiais (Esfo) foram vítimas de uma emboscada, em Sulacap, no início da manhã de ontem, quando voltavam para casa, depois de uma madrugada de trabalho na segurança do Sambódromo. O aspirante foi atingido e morreu. Os colegas de Alexandre conseguiram escapar se escondendo no frigorífico de um açougue — um deles, baleado. Desarmados, os PMs não tiveram chance de reagir ao ataque, que tinha o objetivo de roubar armas.

Por volta das 6h, três homens, um deles portando um fuzil calibre 7.62, abordaram o trio na esquina das ruas Pacífico Pereira e Olímpico de Castro, a um quilômetro da Escola de Formação de Oficiais (Esfo), de onde os cadetes tinham acabado de sair. Os bandidos acreditavam que os militares estivessem armados e, por isso, os seguiram e atacaram. De acordo com o depoimento dos aspirantes sobreviventes, os criminosos já chegaram pedindo as armas.

“Perdeu, perdeu! Passa a peça, a peça (arma)”, gritavam eles, depois de fecharem o Renault Clio preto, do cadete Caio Dias Pesqueira, com o Citröen C4 Pallas preto em que estavam. Desarmados — já que aspirantes não têm porte — e com as fardas e identidades militares dentro do veículo, os cadetes não viram outra opção a não ser correr, pois acreditavam que seriam executados por serem militares.

Alexandre, segundo seus colegas, seguia no banco do carona e estava sonolento. Testemunhas o viram descer do carro, tropeçar em um buraco e cair ao lado do veículo. Foi quando o homem que estava com o fuzil deu um tiro na nuca do policial e, em seguida, fez vários disparos na direção dos outros dois. Alexandre morreu na hora. O cadete Luís Otávio Ramos Mota foi atingido por de raspão na barriga e socorrido por bombeiros ainda no local. Caio conseguiu fugir sem se ferir.

Os dois fugiram correndo para dentro do frigorífico de um açougue das proximidades. “Eu os ajudei e chamei os bombeiros. Coitados, eles estavam desesperados. Os meninos (aspirantes) me disseram que os bandidos os seguiram achando que eles estavam armados”, contou uma moradora de Sulacap, sem se identificar.

DESCRIÇÃO DE BANDIDO

Caio e Luís prestaram depoimento na 33ª DP (Realengo) e descreveram o bandido que portava fuzil como um homem negro, magro e com aproximadamente 1,80 metro. Para tentar identificá-lo, inspetores começaram a procurar entre os registros de ocorrência outros casos que tenham bandidos com carcacterísticas físicas semelhantes a do assassino do cadete. Agentes da Polícia Civil acreditam que os criminosos estavam em busca de armamento para fortalecer sua quadrilha na guerra entre facções que dominam favelas na região.

Vítima ia se tornar um oficial

O corpo de Alexandre será enterado hoje, às 11h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Antes da cerimônia, haverá uma homenagem ao cadete na Academia de Polícia Militar Dom João VI, no mesmo bairro. Praticante de Muay Thai — luta tailandesa —, Alexandre estava perto de realizar o sonho de virar oficial da PM. Ele cursava o último ano do Curso de Formação de Oficiais.

Ontem, cadetes e até oficiais criticavam o fato de alunos serem colocados para patrulhar as ruas fardados e desarmados, se expondo,mas sem chance de defesa.

No Orkut, Alexandre estava inscrito em diversas comunidades com referências à PM e exibia fotos fardado e em treinamentos. Em uma das comunidades, a “Turma Garra 2006”, a descrição do grupo mostra o espírito guerreiro do cadete: “Servir é o nosso lema/Proteger nossa missão/Combatente urbano enfrentando o perigo/Não tem medo da morte/Cadete destemido”.

Inclua esta matéria no Del.icio.us Inclua esta matéria no Google Inclua esta matéria no Digg Inclua esta matéria no StumbleUpon



Mais notícias...

 MATÉRIAS RELACIONADAS
Um morto e 4 feridos em briga de bate-bolas em Bento Ribeiro (4/2/2008 19:21:00)

Ex-corregedor não se cala (4/2/2008 01:35:00)

Informações de inteligência serão base da atuação da PM comandada por Gilson Pitta (2/2/2008 23:07:00)

Policiais da Delegacia de Combate às Drogas se firmam como inimigos dos ‘playboys’ do crime (2/2/2008 22:53:00)

 
últimas
14:07 - Rio
ONG indiana faz festival de ioga e meditação nas praias do Rio neste domingo

13:05 - Rio
Operação surpresa apreende animais em feira em Caxias

13:05 - Rio
Manifestação reúne 150 pessoas em defesa da permanência de menino de 8 anos no Brasil

12:38 - Rio
Homem é morto a tiros em Realengo

12:34 - Rio
Dois adolescentes são atropelados na Abolição

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho