O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Rio
 CAPA
 O TEMPO NO RIO
 Epidemia de dengue
 Caramujos
 Cristo Maravilha
 Chefinho da Rocinha
 Fique Vivo
 Rio de Chinelos
 Buraco da Lacraia
 Blog da Segurança
 Força militar
 Mistura Interativa
 Samba de rede
 Pós-pop
Colunas
Parceiros
 
 
15/08/2008 15:40:00

Beira-Mar é condenado a seis anos por associação ao tráfico





Rio - Após mais de quatro horas de julgamento, o traficante Luiz Fernando Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado, nesta sexta-feira, no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, a seis anos de prisão por associação ao tráfico de drogas. A decisão foi da juíza Maria Angélica Guerra Guedes. O julgamento teve o fim antecipado porque a defesa e a promotoria abriram mão da réplica.

Apesar de o processo envolver a tentativa de homicídio contra dois policiais militares, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico, Luiz Fernando da Costa foi julgado apenas pelo último crime.

“Todos os nove denunciados fazem parte do Comando Vermelho, estando associados para a prática do tráfico, e é notório que Fernandinho Beira-Mar é um dos líderes dessa facção criminosa”, afirmou o promotor Luciano Lessa Gonçalves dos Santos

Durante o julgamento, o promotor Luciano Lessa Gonçalves dos Santos afirmou que vai pedir a anulação do processo caso o réu seja condenado. Segundo o promotor, o 4° Tribunal do Júri não pode julgar um crime de associação para o tráfico, apenas delitos contra a vida.

O promotor espera que o caso volte para Duque de Caxias, onde foi oferecida a denúncia. O caso foi parar no Tribunal do Júri depois que os advogados do traficante entraram com um recurso alegando que os jurados da Comarca de Duque de Caxias não teriam a imparcialidade necessária para julgar o caso.

Empresário

Beira-Mar foi julgado por envolvimento com grupo que atacou dois policiais civis nas imediações da favela Vila Ideal, em Duque de Caxias, em 1996. Em sua defesa, Beira-Mar se declarou empresário, dono de uma construtora em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e que, quando ocorreu o crime, não estava no estado por conta do negócio.

Ele disse ainda que fazia um curso pré-vestibular na época e admitiu ter morado na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Além da construtora, ele disse também ter uma loja de materiais de construção.

Escoltado por dois policiais, o traficante acompanhou o julgamento sem algemas, após um pedido feito por seu advogado com base na decisão do Supremo Tribunal Federal. Pelo menos cinco viaturas da PF realizaram a escolta do criminoso, que chegou por volta das 7h.

Beira-Mar chegou a negar envolvimento com o crime e alegou que a polícia tenta relacionar casos ocorridos em Duque de Caxias ao nome dele. "Tudo que acontece em Caxias eles atribuem a mim para valorizar o processo", disse.Ele acrescentou também que  é casado e tem seis filhos reconhecidos, com idades entre 10 e 23 anos.

Denúncia

De acordo com a denúncia, em 24 de maio de 1996, por volta das 16h, na estrada São João de Meriti, em Duque de Caxias, na altura da Favela Vila Ideal, os policiais Andecley Antônio Santana Cardoso e Demerval Edson Lourenço avistaram carro com quatro homens suspeitos. O veículo teria sido perseguido e, ao parar na entrada da favela, seus ocupantes começaram a atirar nos policiais.

Segundo o MP, os disparos foram efetuados para dar cobertura a Charles Silva Batista, o Charles do Lixão, líder do tráfico de entorpecentes no local. Primeiro denunciado pelo Ministério Público, Charles do Lixão é o únio acusado pelas tentativas de homicídio dos policiais.

Além de Beira-Mar e Charles Batista, foram denunciados Joãozinho, Ricardo Pereira da Silva, o Ricardinho, Josenildo Ramos da Silva, Rosenildo Lucena Mendes, Walter David de Sant"Anna, o Vavá, Márcio de Oliveira Diniz, o Jaz, e Oliciano do Nascimento, o Ulisses.

Ainda segundo o Ministério Público, os denunciados faziam parte do Comando Vermelho e estariam associados para buscar a expansão dos negócios ilícitos com intuito de dominar o narcotráfico em Duque de Caxias.

Seqüestro de autoridades

Há 11 dias, a Polícia Federal desencadeou a Operação X com objetivo de desarticular esquema de extorsão e seqüestros de autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário de vários estados.

O plano descoberto foi elaborado por Beira-Mar, pelo megatraficante colombiano Juan Carlos Abadía e pelos assaltantes de banco João Paulo Barbosa e José Reinaldo Girotti.

O grupo articulava crimes de dentro da penitenciária de Campo Grande por intermédio de parentes que os visitavam, de correspondências e, supostamente, de seus advogados.

A PF investiga ainda o envolvimento de policiais e agentes penitenciários no plano de seqüestros liderado por Beira-Mar e Abadía, além da possibilidade dos presos se comunicarem por mímica.

Com informações do Terra

Inclua esta matéria no Del.icio.us Inclua esta matéria no Google Inclua esta matéria no Digg Inclua esta matéria no StumbleUpon



Mais notícias...

 MATÉRIAS RELACIONADAS
Encontrados três chineses que estavam desaparecidos após seqüestro (18/08/2008 11:22:00)

Bandidos tentam assaltar posto de gasolina e frentista é baleado (18/08/2008 08:14:00)

Itamaraty comemora fim do seqüestro de vietnamita e chineses (17/08/2008 20:16:00)

Um dos chineses seqüestrado é encontrado em Santa Cruz (17/08/2008 19:54:00)

Diplomata vietnamita escapa de cativeiro e já está em hotel de Copacabana (17/08/2008 17:10:00)

 
últimas
14:07 - Rio
ONG indiana faz festival de ioga e meditação nas praias do Rio neste domingo

13:05 - Rio
Operação surpresa apreende animais em feira em Caxias

13:05 - Rio
Manifestação reúne 150 pessoas em defesa da permanência de menino de 8 anos no Brasil

12:38 - Rio
Homem é morto a tiros em Realengo

12:34 - Rio
Dois adolescentes são atropelados na Abolição

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho